Convém
sabermos dos últimos estudos clínicos, diriam alguns, sobre os dados
estatísticos, sobre as coisas que fazem bem ao mundo espiritual, convém que saibamos
dos resultados de nossas pesquisas, dizem muitos. O fato é que os seres humanos
pontificam até mesmo sobre a alma dos bichos, sobre o que é quem na religião,
sobre as doutrinas que fazem alguém largar um vício e sobre as certezas de algo
tão impalpável como a fé... Coisas não medidas, não mensuráveis, sem massa, sem
a certeza da física ou da ciência, a partir do momento em que saibamos que a
química faz parte do ser humano, e citei a fé como algo que porventura possa se
manifestar mais abertamente pela prática cotidiana ou pela influência de químicas
como a dopamina, que ampliam o horizonte, assim como a serotonina, a endorfina,
ou a oxitocina, para citarmos exemplos das que trazem o bem estar, pois em
processos da depressão é obviamente mais raro termos a fé que traga a abertura
de sentimentos de esperança e da realização de sonhos, concretamente falando.
Agora, quando a religião coloca dogmas estritos e impõe regras doutrinárias, a
que o estudante não se possa manifestar, isso vai contra o princípio cristão da
libertação do homem pelo homem, do respeito a outras entidades vivas, e de que
esse homem possa igualmente respeitar a religião dos outros, seja qual for
aquela. Quando o homem passa por momentos de vazio interior, quando se torna
enfermo diante da menor possibilidade de estar realmente fincado na realidade, ele
pode apegar-se de tal forma na religião, mas aparecerão aqueles que o
aconselharão para que navegue por caminhos em que suas lutas não fujam a um
padrão estabelecido, sempre dentro de um sistema praticamente onde a simples
fala, a simples troca afetiva seja uma barganha, ou financeira ou de
informações pessoais, ou mesmo de comprometimentos compulsórios quase negociais.
Todos,
para se impor, possuem verdades substanciais, e a descoberta em irmandades onde
a mente aberta e onde haja a democracia acaba por ser um refúgio desse tipo de
modalidade endêmica, onde o requisito essencial seja apenas abandonar um vício,
e o resto é apenas sugerido, mas não imposto, espelho irretocável de uma
sociedade democrática onde vivemos. Essa é uma questão libertária, e o simples
formato de que seja mais espiritual do que propriamente religiosa é uma das sacadas
mais revolucionárias de que o ser humano pode se valer para ampliar não a
questão de se adequar a uma hierarquia de Poder, mas justamente se antepor ao vício
e poder não se tornar mais enfermo do que já está, sendo dependente de algo, em
que essa dependência o acompanhará o resto da vida. Um dia um homem acorda para
a sua verdade interna, e internaliza essa questão, sem querer estar
propriamente de acordo com os padrões estabelecidos por qualquer Natureza de
coisas, pessoas ou lugares, mas o meio ou o método para a luta pessoal que
trava consigo mesmo, há que ter a ciência de sua própria arte marcial, uma
mescla de sabedoria, coragem e paz consigo e com aqueles que, a partir do
momento em que são mais generosos consigo, não queiram mais apenas ser mais uma
peça da engrenagem do sistema, sistema este que, infelizmente, é generoso em ser excludente.
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