Pudéssemos comemorar a vida, sem termos algo a dizer em negativar processos
existenciais
Ao que demandássemos sermos mais adiante do que o querer ser revelados, mesmo
que não existamos
Perante aquele “outro” que, sem subterfúgios, não escaparia a uma análise
criteriosa
Ao menos ao nos apercebermos que sem a vida ela mesma, conforme citado acima
Os veios da incompreensão estariam navegando por si mesmos no caudal do
mundo...
Vestimo-nos do reflexo da aurora, colocamos o viés de alguns reparos que não
separam, mas concluem jornadas,
Outrora fossem colchas de retalhos as vertentes que encontramos diante de um
passado de memórias ausentes,
Mas, outrossim, a página incandescente de planos que encontraríamos mais
perfeitos do que ontem.
Nos parâmetros do mundo em que estaremos mais afeitos a certos casos de dores
reflexas
Seríamos nós mesmos a parte que não nos cabia nos ressentimentos que outros
enumeram na fala
Ou, de outro modo, aqueles que se preocupam com farnéis de um ouro de tolo
Quando, finalmente, evanescem nas nossas sombras as questões primeiras do gesto
mais usual do ser.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
A VIDA EM PROFUSÃO
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