sexta-feira, 12 de junho de 2026

A VIDA EM PROFUSÃO


Pudéssemos comemorar a vida, sem termos algo a dizer em negativar processos existenciais
Ao que demandássemos sermos mais adiante do que o querer ser revelados, mesmo que não existamos
Perante aquele “outro” que, sem subterfúgios, não escaparia a uma análise criteriosa
Ao menos ao nos apercebermos que sem a vida ela mesma, conforme citado acima
Os veios da incompreensão estariam navegando por si mesmos no caudal do mundo...

Vestimo-nos do reflexo da aurora, colocamos o viés de alguns reparos que não separam, mas concluem jornadas,
Outrora fossem colchas de retalhos as vertentes que encontramos diante de um passado de memórias ausentes,
Mas, outrossim, a página incandescente de planos que encontraríamos mais perfeitos do que ontem.

Nos parâmetros do mundo em que estaremos mais afeitos a certos casos de dores reflexas
Seríamos nós mesmos a parte que não nos cabia nos ressentimentos que outros enumeram na fala
Ou, de outro modo, aqueles que se preocupam com farnéis de um ouro de tolo
Quando, finalmente, evanescem nas nossas sombras as questões primeiras do gesto mais usual do ser.

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