quarta-feira, 5 de novembro de 2025

AS DROGAS FRENTE À ATUALIDADE


                Não que não silenciemos os nossos rumores, postos na dúvida de quem realmente somos diante de um mundo em mutação, mas ao mesmo tempo estanque em muitos aspectos, qual não seria um remédio universal que não há, ou a solução para os desafios de todos os dias para aqueles que se propõem atravessar um oceano de misérias materiais. No que condiga a Natureza de um vício severo, quem sabe, escrever fosse uma panaceia, e de fato ajuda, não apenas para salientarmos sermos por vezes fracos, e por vezes mais fortalecidos, mas quando a droga impõe a abstinência – como todas, inclusive a cannabis – há que se reiterar que não existiria sequer uma alternativa que não fosse a visão da medicina contemporânea de atenuar os danos causados pelo fremir inquieto da substância cáustica entre os dedos... Não será jamais o nosso passado que determinara o vício, mas seja o futuro desse mesmo passado,  o presente que vivemos, quiçá outros não fumavam tanto do tabaco, e se jactam donos da verdade sobre a largada da chamada adição, e outros, mais afoitos, somam as plêiades ou as tribos de um Jah afeito a um tipo de deus dos aflitos rastafaris, essa espécie que tanto ama a erva e seus codinomes, responsável e porta de entrada para todas as drogas de queima. Supondo que alguém que não é médico e crê piamente que a cannabis não vicia, como é que pode alegar uma leviandade dessa, se na maior parte das vezes o efeito é que é mais viciante, pois o tabaco, sendo quiçá mais violento, em termos de dependência, no entanto, funciona pela falta da substância que vicia, enquanto a marijuana e o álcool mudam drasticamente o estado de humor, um levando a loucura prematura, e o outro, igualmente, e também à morte. Nesta Era em que vivemos estamos afeitos a coisas como a busca pelo prazer sem limites, e a sintonia com falsos deuses e demônios, esse hedonismo sem limites, o encantar-se pela alienação e as coisas que nos chegam como novidades, sendo a droga algo que ninguém cogita largar nem que tenha uma ligação afetiva com um “careta”, revela que tanto vicia a maconha que se torna por vezes um estilo de vida, como foi citado, uma tribo, uma sintonia entre seus “iniciados”, que começam muito cedo, enveredando depois para a coca e derivados, o álcool, e por fim ou primeiramente, o cigarro tabágico. Efetivamente, no mundo Ocidental, vivemos uma Era das drogas, e jamais foram tantos os adictos e viciados em diversas modalidades, incluindo as sintéticas, inventadas no primeiro mundo e fartamente municiadoras do tráfico em qualquer lugar do planeta.

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