Não que
não silenciemos os nossos rumores, postos na dúvida de quem realmente somos
diante de um mundo em mutação, mas ao mesmo tempo estanque em muitos aspectos,
qual não seria um remédio universal que não há, ou a solução para os desafios
de todos os dias para aqueles que se propõem atravessar um oceano de misérias
materiais. No que condiga a Natureza de um vício severo, quem sabe, escrever
fosse uma panaceia, e de fato ajuda, não apenas para salientarmos sermos por
vezes fracos, e por vezes mais fortalecidos, mas quando a droga impõe a
abstinência – como todas, inclusive a cannabis – há que se reiterar que não
existiria sequer uma alternativa que não fosse a visão da medicina
contemporânea de atenuar os danos causados pelo fremir inquieto da substância
cáustica entre os dedos... Não será jamais o nosso passado que determinara o
vício, mas seja o futuro desse mesmo passado,
o presente que vivemos, quiçá outros não fumavam tanto do tabaco, e se
jactam donos da verdade sobre a largada da chamada adição, e outros, mais
afoitos, somam as plêiades ou as tribos de um Jah afeito a um tipo de deus dos
aflitos rastafaris, essa espécie que tanto ama a erva e seus codinomes,
responsável e porta de entrada para todas as drogas de queima. Supondo que
alguém que não é médico e crê piamente que a cannabis não vicia, como é que
pode alegar uma leviandade dessa, se na maior parte das vezes o efeito é que é
mais viciante, pois o tabaco, sendo quiçá mais violento, em termos de
dependência, no entanto, funciona pela falta da substância que vicia, enquanto
a marijuana e o álcool mudam drasticamente o estado de humor, um levando a loucura
prematura, e o outro, igualmente, e também à morte. Nesta Era em que vivemos
estamos afeitos a coisas como a busca pelo prazer sem limites, e a sintonia com
falsos deuses e demônios, esse hedonismo sem limites, o encantar-se pela
alienação e as coisas que nos chegam como novidades, sendo a droga algo que ninguém
cogita largar nem que tenha uma ligação afetiva com um “careta”, revela que
tanto vicia a maconha que se torna por vezes um estilo de vida, como foi
citado, uma tribo, uma sintonia entre seus “iniciados”, que começam muito cedo,
enveredando depois para a coca e derivados, o álcool, e por fim ou
primeiramente, o cigarro tabágico. Efetivamente, no mundo Ocidental, vivemos
uma Era das drogas, e jamais foram tantos os adictos e viciados em diversas
modalidades, incluindo as sintéticas, inventadas no primeiro mundo e fartamente
municiadoras do tráfico em qualquer lugar do planeta.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
AS DROGAS FRENTE À ATUALIDADE
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