Podemos
ficar atônitos com os mistérios deste mundo, mas nada substancialmente é tão
particularmente extraordinário por vezes do que a própria ciência da medicina,
especialmente a psiquiátrica. São poucos os seres humanos verdadeiramente
ausentes do preconceito, mas apenas não o expressam, pois veem na normalidade
que possuem em nenhum remédio terem que ingerir, a questão daqueles que padecem
serem os loucos que os pais lhes ensinaram através de um falso juízo e lhes ensinam a respeito até hoje, qual, a desconstrução crua do conceito: a
principal carta do tarô, o mais emblemático desses arquétipos do jogo. Outros,
na condição de pacientes, enfrentaram por vezes situações de sofrimento
psíquico, e será na medicina dessa área que encontrarão os mistérios não apenas
de um tipo de fé recriada, mas nos signos da química e nos meandros da ciência
seu maior paradigma, os albores de uma civilização onde por vezes um simples
medicamento podem torna-los sacerdotes de um tempo em ebulição, ao revés, entre
as fronteiras do sagrado e do profano, podendo navegar incólumes por entre os
citados mistérios do planeta.
Posto sejam tantas as ocasiões onde nos deparamos com situações onde não prevemos certas coisas que nos acontecem, e por vezes pensamos no acaso como algo extremamente forte, meio que pensamos duas vezes e trabalharemos quase ludicamente com cartas na mesa, escolhendo as que forem mais alentadoras, com nossa intuição e a força do nosso pensamento e de nossa lógica, já que até mesmo para aprender com a religião igualmente esses dois pressupostos são necessários... Mesmo porque a própria alquimia, ciência oculta e que buscava a transmutação do ser em questões do inconsciente e do consciente, a busca pelo desconhecido dentro da incognoscível pedra filosofal, ou mesmo as diversas religiões do mundo, fato inconteste, assim como inconteste é o fato de Jesus ser Deus na Terra, Senhor do Universo, tudo culmina na busca, o homem é um buscador, e tudo conspira no sentido de que, quando estamos na bondade, estaremos mais propícios a encontrar não só a Verdade, mas o próprio Salvador. Pois senão, se colocarmos jaças em nosso espírito, e reafirmarmos que, em virtude de termos o arbítrio livre para podermos pecar, se assim o desejarmos, teremos que revisar o próprio constructo do desejo para tentar não ceder a alguma inequívoca tentação e não cair no mal. “Livrai-nos de todo o mal”, assim disse o Cristo, nosso Salvador, e por esse nome o conhecemos, assim o conheceremos pela vida que temos, porquanto a tenhamos sempre... Não desfaremos nossas buscas, pois o caminho da filosofia e da religião estarão sempre intimamente ligados, apesar de dissuasões opostas. Jung fala alto sobre a enfermidade, e um psiquiatra que ajude um adicto a uma droga pesada a escapar de seu jugo não deixa de operar um milagre na Terra, um feito notável, assim como uma irmandade de AA mantém a esperança de muitos alcoólicos em dia, e isso não deixa de ser memorável, por isso é bom continuar a viver da melhor forma possível, sempre tendo a consciência, no entanto de que a vida é uma passagem, um modo de prosseguir na Terra respirando, praticando o bem, servindo àqueles que necessitam e propagando boas mensagens de força, fé e esperança àqueles que necessitam. Essas palavras são mais do que necessárias, e um conhecimento da medicina por vezes é algo que retira os viventes que sofrem de adições severas mais do que apenas proferir o verbo, ou algo que seja meramente espiritual, pois será à sombra de fármacos que muitas vezes podemos estar conseguindo obter efeitos ou resultados mais concretos e positivos mediante a intervenção de equipes, grupos de apoio e da própria psiquiatria. Meramente estarmos diante de um grupo que seja factível de encontrarmos nele possibilidades de largarmos um vício como o alcoolismo, por exemplo, e afirmar categoricamente que se ingressa pela dor, e se mantém pelo amor, é como estar em uma corda bamba, onde o ódio e o ressentimento sejam sentimentos até mesmo provocados para que façamos um passo para expurgar esses demônios internos. Até certo ponto isso pode dar certo, mas certamente não é a única abordagem válida, porque os números e a quantidade efetiva de acertos pode ser que não seja tão certeira com relação a casos mais particulares.
Obviamente, no caso do tabagismo,
a ansiedade por vezes é o que ata mais fortemente o dependente ao vício, mesmo porque
a fissura, quando o paciente usa do adesivo ou da goma, pode ser dirimida, ou
suplantada com mais facilidade, e o automatismo em fumar deriva do fato de o
fazermos antes de concretizar qualquer tarefa, compromisso, enfrentar alguma
dificuldade, porque ficamos ansiosos e o cigarro, meio que ilusoriamente nos “prepara”
quase ritualisticamente para esses tipos de enfrentamentos. E para aqueles que
portam enfermidades psíquicas e precisam tomar remédios, como citado
anteriormente, um remédio que combata a ansiedade para o caso de largar uma
compulsão que se torna no pensamento algo obsessivo se torna mister.
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