Atravessamos
a rua, e o sinal da faixa de pedestres, obviamente, algo convencionado, assim
como a placa “pare” nos é dado no trânsito, para manter uma ordem e não nos
tornarmos caóticos frente à realidade das ruas... Para pedestres e para carros,
assim como temos um luminoso, escrito “coke”, chamativo, anunciando com sua
logo uma marca a ser consumida. É algo estanque, não como o símbolo, que pode
encerrar em si vários significados e dar um conteúdo bem mais profundo na
psique do ser humano. Os sinais podem estar nos sonhos, mas justamente, se
assim acontece, assumem significado simbólico, pois dizem mais do que simplesmente
o fato em si, mas evidenciam por vezes uma correlação com outros, por assim
dizer, o símbolo de uma garrafa pode remontar a um trauma, e não passa de um objeto
que porventura pode tanto estar em um sonho como em um desenho ou em uma
poesia.
O sinal
do semáforo, na vida comum, tem sua função plena, objetiva e simples, enquanto
no contexto onírico pode significar um aspecto distinto do que simplesmente
pare, atenção e siga... Nesse contexto do “acontecido” perante um sonho, uma
queimadura pode significar tensão e um inconsciente que aflora em uma dor
interna, e símbolos diversos já assumem diante da cultura seus aspectos semânticos
no inconsciente coletivo, como as máscaras, a cruz, a arma, os arquétipos do
tarô e tudo o que remonta signos que lembrem acontecimentos em sonhos,
despontem como coisas que nem sempre possuem nexo, ou lembranças que estão
adormecidas no citado inconsciente. Coisas como uma fala ou uma teoria
filosófica muitas vezes guarnecem no conhecimento racional o entendimento do
que nem sempre é razão pura, pois a história envolve nexos paradoxais, e
algumas personalidades estiveram profundamente envolvidos com grandes mistérios,
com coisas místicas ou similares, e a filosofia traz à razão, especialmente os
pensamentos relacionados com a psique, um leque de possibilidades do universo
mental e seus particulares meandros. Sobre a filosofia, esta contém ícones como
a grafia, a sintaxe, a lógica, a tal ponto esta última ciência que tem se
tornado como que um símbolo arraigado na civilização ocidental, especialmente.
Um objeto em si, um meio, mais separado dos outros, um esteio que nutre por
especialidades científicas a coisa de per si, o essente, um caminho, conforme afirmava Hegel. A dialética da
Natureza envolve esse tipo de compreensão, mesmo porque os símbolos fazem parte
da imaginação ativa e seus processos laborais, e mesmo o mais cético dos homens
com relação à existência daqueles, sabe que vez ou outra sequer compreende a Natureza
da poesia, e seus significados por vezes não verbais.
A
revelação da verdade pode estar em um sinal, mas quando o sinal é místico, podemos
estar lidando com algo bem mais poderoso do que a citada verdade, pois é condição
sine qua non que abracemos a citada verdade com os braços fortes e com o estoicismo
de homens como Marco Aurélio. Homens que viveram com o moral acrescido da prática, que governam exemplarmente não apenas ele, no caso de Roma, a uma nação, mas a si mesmos, dando o exemplo onde a vida estoica seja o rumo a decidir qual a posição inerente a uma razão que dê reais significados em nossas vidas. Por uma questão de lógica, Epicteto foi o inspirador desse Imperador Romano, posto a vida que teve foi exemplar, e conseguimos encontrar nos textos desses senhores o caudal imorredouro de como devemos enfrentar as dificuldades, como a teoria e a prática já o afirmavam: estoicamente... A nossa ligação com a religião pode ser um modo de praticarmos muito desse modo de ser, porquanto uma vida virtuosa passa por sacrifícios, e a vida dos santos revela o dom dessa Natureza, uma Natureza espiritual. Por isso, tenhamos pela frente uma vida mais ilibada, sem os contratempos de campos diversos e mais virtudes pela frente.
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