domingo, 14 de junho de 2026

SÍMBOLO E SINAL


              Atravessamos a rua, e o sinal da faixa de pedestres, obviamente, algo convencionado, assim como a placa “pare” nos é dado no trânsito, para manter uma ordem e não nos tornarmos caóticos frente à realidade das ruas... Para pedestres e para carros, assim como temos um luminoso, escrito “coke”, chamativo, anunciando com sua logo uma marca a ser consumida. É algo estanque, não como o símbolo, que pode encerrar em si vários significados e dar um conteúdo bem mais profundo na psique do ser humano. Os sinais podem estar nos sonhos, mas justamente, se assim acontece, assumem significado simbólico, pois dizem mais do que simplesmente o fato em si, mas evidenciam por vezes uma correlação com outros, por assim dizer, o símbolo de uma garrafa pode remontar a um trauma, e não passa de um objeto que porventura pode tanto estar em um sonho como em um desenho ou em uma poesia.

              O sinal do semáforo, na vida comum, tem sua função plena, objetiva e simples, enquanto no contexto onírico pode significar um aspecto distinto do que simplesmente pare, atenção e siga... Nesse contexto do “acontecido” perante um sonho, uma queimadura pode significar tensão e um inconsciente que aflora em uma dor interna, e símbolos diversos já assumem diante da cultura seus aspectos semânticos no inconsciente coletivo, como as máscaras, a cruz, a arma, os arquétipos do tarô e tudo o que remonta signos que lembrem acontecimentos em sonhos, despontem como coisas que nem sempre possuem nexo, ou lembranças que estão adormecidas no citado inconsciente. Coisas como uma fala ou uma teoria filosófica muitas vezes guarnecem no conhecimento racional o entendimento do que nem sempre é razão pura, pois a história envolve nexos paradoxais, e algumas personalidades estiveram profundamente envolvidos com grandes mistérios, com coisas místicas ou similares, e a filosofia traz à razão, especialmente os pensamentos relacionados com a psique, um leque de possibilidades do universo mental e seus particulares meandros. Sobre a filosofia, esta contém ícones como a grafia, a sintaxe, a lógica, a tal ponto esta última ciência que tem se tornado como que um símbolo arraigado na civilização ocidental, especialmente. Um objeto em si, um meio, mais separado dos outros, um esteio que nutre por especialidades científicas a coisa de per si, o essente, um caminho, conforme afirmava Hegel. A dialética da Natureza envolve esse tipo de compreensão, mesmo porque os símbolos fazem parte da imaginação ativa e seus processos laborais, e mesmo o mais cético dos homens com relação à existência daqueles, sabe que vez ou outra sequer compreende a Natureza da poesia, e seus significados por vezes não verbais.

              A revelação da verdade pode estar em um sinal, mas quando o sinal é místico, podemos estar lidando com algo bem mais poderoso do que a citada verdade, pois é condição sine qua non que abracemos a citada verdade com os braços fortes e com o estoicismo de homens como Marco Aurélio. Homens que viveram com o moral acrescido da prática, que governam exemplarmente não apenas ele, no caso de Roma, a uma nação, mas a si mesmos, dando o exemplo onde a vida estoica seja o rumo a decidir qual a posição inerente a uma razão que dê reais significados em nossas vidas. Por uma questão de lógica, Epicteto foi o inspirador desse Imperador Romano, posto a vida que teve foi exemplar, e conseguimos encontrar nos textos desses senhores o caudal imorredouro de como devemos enfrentar as dificuldades, como a teoria e a prática já o afirmavam: estoicamente... A nossa ligação com a religião pode ser um modo de praticarmos muito desse modo de ser, porquanto uma vida virtuosa passa por sacrifícios, e a vida dos santos revela o dom dessa Natureza, uma Natureza espiritual. Por isso, tenhamos pela frente uma vida mais ilibada, sem os contratempos de campos diversos e mais virtudes pela frente.

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