Apanhamos
do mundo, meio que nos abatemos diante de muitas as dificuldades, somenos somos
partes e parcelas daquele, e por isso não distamos de uma crença possível, pequena
ou quase nula, e outras pétreas, agigantadas, qual não fosse, a possibilidade
crível de encontrarmos no Salvador a questão mais pura de não precisarmos sofrer
tanto, e por isso crer no Todo Atrativo, Krsna, como o imperecível Deus que
jamais nos abandona, e está presente na alma de um humilde pássaro, como na de
um simples cãozinho. Essas questões são quase budistas, quando a religião do
Oriente não reduz a importância de estarmos cientes de que, apesar dos
pensamentos opostos, cada ser no planeta possui as suas diversas crenças, e
seus níveis de consciência dentro de padrões que sua psique ou seu espírito vão
se aprofundando, esboçando melhoras em sua saúde mental e espiritual, bem como
na harmonização de seu corpo físico em relação ao entorno do ser humano. Por
essa saúde, por esse bem estar, e por uma espiritualidade plena ao mesmo ser
humano em questão, Jung estudou tanto sobre o universo dos mitos, sobre as
religiões e sobre as histórias, além de ter um conhecimento aprofundado sobre a
própria medicina psiquiátrica e fisiológica, ou seja, um conhecimento amplo
sobre a ciência como um todo. Mais do que isso, meio que deu o braço a torcer,
quando vislumbrou nas evidências espirituais ou religiosas de seus mais graves
pacientes a possibilidade única de sabermos, os homens da ciência e da
filosofia a amplitude e a importância da religião e de Deus. E Deus? Estará
ciente de que o buscamos? Será mesmo, ou a forma em que o buscamos é um modo
egoísta, pedindo que nem o mais miserável mendigo, ou mesmo quando somos
impedidos de ajudar os mendigos, ou quando um prefeito miserável afasta-os das
ruas enquanto vai à Igreja praticar o seu dízimo? Será que esse Deus sabe que por
trás da justiça infalível do carma quem se comportar como um verme reencarnará
nessa forma na outra vida? Será que os homens são melhores, como seres, do que
os cãezinhos que vemos serem os companheiros de muitos que sofrem na existência
pelo simples fato de serem coagidos, ou terem que seguir cartilhas que são
impostas subliminarmente na forma da Bíblia ou outros impressos que afirmam
alguns serem as únicas escrituras sob o firmamento?
A existência
do Salvador subentende que os salvadorenhos salvaram seu país na revolução
quando foram requisitados, e por isso o país inteiro quiçá se chame El
Salvador! Não é questão de críticas contumazes, é apenas uma questão de se
estar sem uma substância chamada nicotina no sangue do poeta... Não rogo ser filósofo,
nem pensar rogo, apenas um poeta louco, louco por Krsna, louco por Deus. Se
tomardes, caro leitor, alguma palavra como blasfêmia, a mim pouco se me dá,
pois vivemos em uma sociedade livre onde os Tribunais da Inquisição já não
existem mais, ao menos aqui na Terra, aqui nesta encarnação, e o que virá
depois, para mim eu não sei, quem sabe não voltar mais para esse planeta
demoníaco e reencarnar em um outro, um pouco mais etéreo. Porventura, se esse humilde servo de Deus pensar Nele na hora da morte quiçá seja alçado para um plano mais alto, assim se prega em várias denominações religiosas, pois o nível de consciência na hora da morte por vezes possa assim determinar... Mas será verdade isso, ou será que os idosos que já não se lembram de muita coisa não poderão se lembrar sequer da vida sacra, ou algo similar? Por esses e outros mistérios, creio que é sempre bom aceitar as religiões que praticam doutrinas que explicam melhor as questões da morte, e seus meandros...
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