Não se
faria mais nada se algum dia o fracasso – que toma forma muitas vezes – não fosse
a real motivação do não estar-se preparado para aquilo que esperam de nós...
Podemos controlar as coisas, e a razão seria o caminho mais certo para tomarmos
ciência dos melhores rumos, mas as emoções de um dia, e quem sabe o Espírito
Santo do dia de hoje nos perfaça a madrugada do amanhã, quando um sinal em
profusões nós o vivenciamos, como um imenso espírito que nos invade o cerne, na
beatificação da divindade que reside em nós, imortais que somos diante de
Jesus, o Filho do Homem, tal a imagem e a semelhança de Deus. Um retorno à ciência
espiritual, a retomada da verve altissonante diante do citado Espírito, essa Trindade
Santa que nos conforte ao ponto de termos posto nossos sentimentos à mesa da
vontade, e os meios necessários ao que nos abrace tanto e que nos acalente o
sentir diante do muito que se nos apresenta diariamente, essa dádiva que não
nos acoberta dívidas com Deus, mas nos faz crer que sem ele seríamos mais
distantes de muito que encerra a certeza e o pressentimento de que estamos
agindo com o coração, como marianos, com Maria na proa... Escrever sobre o
Altíssimo jamais será pecar, e estar pleno de felicidade é mister na Ordem
religiosa que nos for concedida.
A partir
do momento em que deixamos a cautela de lado, e passamos a falar com o Supremo
Senhor, nosso Pai, estaremos praticando um diálogo interno e externo, falando
com o Deus que reside no nosso interior, e com tudo o que significa o aspecto
da divindade representado por todos os seres da Natureza que nos rodeiam,
salvaguardando um movimento sagrado por todos os nossos poros, pelos nossos canais
perceptivos, por nossa questão lógica, e obviamente por um pouco do algo que a
transcende, um pouco do lado que passa além dos limites da racionalidade
humana, e que nos é dado através de símbolos e arquétipos que carregamos diante
de nós mesmos na conotação de culturas as mais diversas, onde o profano tece
raízes profundas, mas que em nossa grande ciência devemos tentar ao menos
evitar termos muito contato com esse lado sinistro do existir humano, pois por
vezes o desconhecimento do oculto pode nos tirar sobremodo o equilíbrio emocional...
As culturas diversas ao redor do mundo, suas crenças e divindades míticas, suas
relações com a civilização e a tecnologia contemporâneas revelam um estranho
paradoxo onde a dicotomia existente entre as modalidades produtivas, que vão
desde a caça e coleta de tribos primitivas, até as modalidades fabris mais
desenvolvidas, e tudo o que implica a idiossincrasia civilizatória dos povos
que emergem dessa realidade, se faz mister ao menos tentar compreender a
dimensão e tentativa de serem independentes certas culturas, em seus locais,
como as florestas, os ribeiros e por vezes os desertos. Deus é uno e trino ao
mesmo tempo, e o mesmo tempo manda que tenhamos a tolerância necessária para
respeitar cada cultura, por vezes multifária em seus aspectos de crenças e
características na antropologia civilizatória. Por essas razões Jung foi
estudar as tribos africanas e os índios Pueblos na América do Norte, e Darcy
Ribeiro foi viver com índios na Amazônia para sentir como era a sua vida na
tribo. E os estudos de ambos foram, cada qual em sua área, o primeiro como
psiquiatra, e o segundo como antropólogo, muito importantes para colocar luzes
no entendimento dos povos que habitam o planeta Terra.
A
civilização atual meio que vive uma crise em seus sentimentos de amorosidade
para com o próximo, um tipo de sentimento mal acabado, um epílogo, um desfecho “quase
feliz...” Nesse escopo, quando temos a possibilidade de um encontro com Cristo
Rei, podemos nos considerar privilegiados, pois foi através do Império Romano e
seus sistemas e a sintaxe primogênita de Sua Palavra que Ele nos ensinou a
viver, em comunhão com a vida e com a luz. E os Evangelhos estão aí, vivos,
será através da Sua vida e atos que passaremos a viver, nesta modalidade
civilizatória que move o mundo, através da hegemonia das nações mais ricas, em
conformação com nações em desenvolvimento ou aquelas mais pobres, que devemos
levar a palavra cristã em sua plenitude, com o simples prazer de viver, por
viver e passar a mensagem, apenas por essa questão tão importante para o ser
humano, dádiva que nos foi concedida para divulgar a mensagem de Deus, em todas
as nossas atividades, e para isso viveremos nessa missão sagrada: em trabalho,
serviço e devoção, e principalmente evitando tudo o que nos subtraia o tempo de
vida, quando tivermos o controle para isso, posto senão apenas o Salvador pode
nos dar o indulto de mais um dia, onde contemplamos com nossos botões, naqueles
lugares e com as ferramentas necessárias, os sagrados mistérios da fé. E funciona,
faremos brotar em nós mesmos um sentimento de amor que jamais havíamos sentido,
com todos os requisitos necessários a se cumprir, para que obtenhamos de um Poder
maior do que nós mesmos o sacramento necessário a prosseguirmos em nossa jornada,
esse sentimento não é um epílogo, mas sempre um recomeço, quando prosseguirmos
caminhando para a vida eterna.
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