segunda-feira, 25 de maio de 2026

O ENCONTRO COM A CIÊNCIA DA VIDA


                Desfazermos certos progressos inequívocos da ciência, mesmo que estes conhecimentos estejam ocultos diante, no caso de tratamentos com dependências de várias substâncias, de circunstâncias nada alentadoras para o usual, com determinadas variantes ou interesses econômicos da venda de fármacos, ou mesmo de “repositores”, vai dar na jornada de derrocada moral da própria ciência enquanto entidade que deva promover as melhoras de um paciente, principalmente quando se trata da medicina e afins... Tudo o que venha a ser assertivamente exequível no plano da recuperação, aqui se tratando do vício do tabagismo, por exemplo cabal, deve estar aberto no que um paciente pode, simplesmente através da respiração consciente, aplacar seus problemas emocionais, equilibrando suas substâncias e hormônios internos que retiram-no de um humor compatível com uma vida mais serena e sóbria. Junto e aliado com grupos de recuperação como os de Nicotina Anônimos pode sim, através do programa dos doze passos, vincular uma recuperação efetiva, e ainda divulgar progressos diante de um grupo onde há daqueles que ainda sofrem muito com a abstinência, quando porventura, por razões econômicas, não podem comprar os adesivos de reposição, ou mesmo ter um psiquiatra que receite medicamentos e dê suporte cognitivo-comportamental, ou simplesmente psíquico. Não se trata de uma crítica à política de redução de danos, mas a abertura que deve haver na educação paulatina de nossas populações para que possam ampliar seu leque de possibilidades terapêuticas e vencer com outros recursos que não sejam apenas a passividade de estar à mercê de períodos prolongados colocando adesivos, gastando não apenas de seu bolso, mas dinheiro do Estado para tanto, ou tomando antidepressivos ou ansiolíticos para minimizar a questão da tensão da fissura.

                As demandas do vício fazem com que muitos que estão do lado de dentro nos puxem para dentro de novo, quando queremos abandonar, mesmo que estejamos “realmente” necessitados do apoio concreto de alguém, e por vezes há até mesmo terapeutas que depõem contra um estilo novo de se combater uma adição, não exatamente por ceticismo, mas por causa de comprometimentos ideológico-econômicos com as modalidades correntes... Não apenas por uma sinalização mais complexa com um estado de animosidade com o que é novo e não utilizado em clínicas ou similares, mas igualmente por determinações de patronatos ou afins. Bastaria termos uma normalidade aceite, se por vezes o adicto é justamente o compulsivo, ou doente das emoções? Justo, para equilibrar o sistema nervoso há técnicas de respiração que entendem melhor do sistema parassimpático, assim como mudam e equilibram o humor, sem depender tanto de substâncias ou medicamentos paliativos, como o clonazepam ou similares. Assim como as terapêuticas multidisciplinares revelam muito das novas conquistas de abordagens mais humanas com relação aos problemas das drogas e seus adictos, que algumas vezes ficam internados sabe-se lá aonde, com remédios compulsórios que apenas sedam, nada mais do que isso... Posto nem sempre a fatalidade do usual reitera que sejamos partícipes de funções outras que não sejam objetivar acima de tudo o bem estar de um paciente, e explorar diversas das alternativas que busquem a solução ou tratamentos para uma dependência química, ou qualquer outra enfermidade.

                Afora isso, o domínio da fé e tudo o que remonta a espiritualidade, concomitantemente, é um auxílio fundamental para se ter em conta de que a realidade de um ser humano, quando se tem o simples apego à vida e à saúde como um todo, denota que consideremos o corpo como um templo de nosso espírito, e que, mormente o fato de que já estejamos praticamente condenados por vezes a perecer, a vida eterna, ou a simples ideia da imortalidade já nos dá a esperança de partirmos desta encarnação cientes de que somos algo mais do que simples matéria, somos essencialmente espírito... E que Deus nos dê essa consciência de algo além da vida neste planeta, já que sabemos um pouco – para quem é espiritualista – que a vida vem da vida, e para ela se encaminha, sempre em um novo recomeço na eternidade. Mas, enquanto estamos na dimensão do corpo, a ciência da medicina e afins revela sempre com clareza o que realmente acontece com nosso ser, mesmo diante da possibilidade de estarmos transcendendo a matéria como um todo, posto o milagre pode ser uma simples atitude de um dia estarmos livres do tabaco ou outro vício qualquer, e caminharmos para uma vida plena e mais feliz, livres das amarras da adição. 

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