segunda-feira, 11 de maio de 2026

LÁTEGOS DE SANGUE


O perfume de uma efervescente ternura
Quando a mulher crê que invade algo que imaginava criativamente
Ser o complexo ampliado de um homem
Revela uma outra face terna, a face sanguínea do desejo
Que apenas convalesce, que pesa a circunstância de não se ser
E não se saber que a quantas anda a veste de um ocaso pétreo e perpétuo
A vestal de outrora nem desconfiaria que o poeta cria junto a Krsna e Cristo,
Os dois seres mais importante: um pai, o outro, irmão...

Não anunciemos a grande festa de Lemanjá, quando mal saberíamos que outrora,
No pão que negamos todo o dia à plebe rude, no dinheiro que saciamos do "banco-em-pix"
Ou mesmo nas passagens à Califórnia, quando acreditamos ser cidadãos do mundo:
Um punk estará pichando com seu próprio sangue o vício do morcego que aceitou crer que seria o último
Enquanto o indigente ameaça largá-lo exangue em uma poça de sangue
Quando o pessoal do comando vier para executar mais um comparsa...

Assim, é assim mesmo, e assim seria, se não fôssemos baluartes do tempo,
De um tempo de uma eternidade urgente, daquilo que jamais seríamos na outono da vivência do ser
Quando se nos notasse a própria presença de Deus no paraíso de quem "se lembrou de viver"! 

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