sexta-feira, 22 de maio de 2026

A CULTURA INDUSTRIAL, A MÚSICA E AS EMOÇÕES


                No primeiro instante em que acordamos, quando somos fumantes, rogaremos a Deus, se nele acreditarmos, que nos faça retornar a um estado de quase despertar sereno diante “daquele vício” que se nos pega desprevenido, e acendemos um cigarro por vezes, depois de ligar uma rádio, onde a música nos pega como que de chofre, algo que transcende o nosso bem estar emocional, e nos predispõe a que estejamos mais suscetíveis a tal atitude, meio que incontrolavelmente, ou inconscientemente, como um ato falho, ou reflexo. Aí nos organizamos, pegamos nosso terço, a cruz sagrada, falaremos com o Cristo, testaremos nossa fé e prosseguiremos, muitas vezes pelos caminhos da redução de danos, pois isso é uma questão da saúde e da consciência do paciente, mas o importante é que, depois de colocarmos no instrumento uma música de Bach, os ânimos se arrefeçam um pouco, isso devidamente, depois das obrigações matinais.

                A que nos instilem certas letras de música, seus ritmos frenéticos, por vezes resultado do uso de algum tóxico por seus autores, resultado que se percebe, tanto que a indústria cultural é movida por substâncias estimulantes a torto e a direito. Não é apenas a questão do café, que tomamos habitualmente em nossas manhãs, mas justamente a cocaína e a marijuana, substâncias fartamente usadas pelos músicos e que, nas rádios, o produto de seus trabalhos há de serem notados por quaisquer daqueles que já fizeram o uso, e bem se lembram que, na vida ativa das drogas, os heróis eram aqueles roqueiros que pregavam ser melhor viver a mil do que a dez. E a dopamina está nos rondando, como droga quase sonante em bitcoins, como algo que se dispõe na recreação inclusive das crianças, nas telas dos celulares, nas redes sociais, na rejeição que subtrai-nos da droga, ou mesmo do vício que o whatsapp acaba por nos tornar reféns de uma rede imiscuída em falsificação de contatos nada presentes...

                Quem sabe o que acontece com nossas emoções não seria muito próprio especular sobre. Na realidade, algumas pessoas tendem a vivê-las com mais intensidade do que outras, e isso é muito recorrente naquelas que portam alguma enfermidade mental, ou mesmo que sofre de adição ao alcoolismo ou outras drogas, incluindo o tabaco, e querem estar livres dela. Sobremodo termos a ciência de que podemos ser autores de nosso próprio destino, e não nos submeter a coisas como se elas fossem compulsórias, como hits da moda, ou comportamentos como as tatuagens sem nexo ou imitativas, ou mesmo a musculação em excesso, ou o hedonismo como um todo, acaba nos levando ao caminho sinistro das compulsões. Esse caminho nos reduz a sermos como fantoches do que o sistema nos impõe, como regras, e o simples fato de falarmos com Deus não é ato conservador, mas justamente o oposto, pode nos levar a ter um tipo de comunhão com Ele consagrando coisas que antes não percebíamos existencialmente, e a serenidade pode tomar lugar frente às neuroses que muitas vezes portamos sem que nos déssemos conta desse fato. Há situações onde o ser humano passa por enfermidades psíquicas que demandam cuidados médicos, e não consegue encontrar os caminhos da fé tão facilmente, por vezes pela influência de medicamentos pesados, e por outras por questões meramente espirituais e de influência energética inferior. Por causa de inúmeras questões pelas quais passam, e seus sofrimentos psíquicos decorrente, encontram nos cigarros ou outras drogas tão pesadas quanto, seu único conforto, alienando-se do real problema a que podem estar sendo vitimados, como um enfisema ou a simples possibilidade de contrair um câncer, ou similares, e na questão do álcool, uma cirrose, a pancreatite e outros males quaisquer. 

                Portanto, será através de escolhas mais saudáveis para a nossa recuperação, sem que para isso não deixemos de utilizar a nossa massa cinzenta para tecermos a crítica que faz parte do ser humano, posto a máxima de Descartes: “penso, logo existo” pode ser uma boa ferramenta pra nos aprumarmos em uma vereda mais consonante e harmônica onde a razão e crença se unam para que saibamos onde estamos e para onde vamos, com a fé imanente em Jesus Cristo e em seu Pai, o Criador da Natureza, esta tal qual A concebemos e como Ela efetivamente é: dentro e fora de nós mesmos... 

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