Certa forma nos encerre no sonho
Como na têmpera ou no guache, assim, a se fazer a poesia não verbal
Conforme a desdita do surrealista modal de outrora
Quanto no feixe de energia que acompanhamos no vento ao poste...
Os olhos nos veem por dentro, e o que sonhamos pode ser algo que seja mnemonicamente
provável
Ou mesmo um tecido palpável e genético da fisiologia
Quando o que era consonante, o fosse sonho de letárgico acordar
Sob a tempestade túrgida de uma noite, uma alfombra de verter pétalas.
Ademais, o show em te ver tocando um instrumento, oh astro de várias latitudes
Veste o sacrário da musicalidade quase rudimentar, e serias apenas o rufar
do tambor.
A mulher que se despe, aflita, pronta, para saciar-se, encontra o homem que não
encontrou
E faz das suas na preparação ao serenar do bebê do quarto ao lado, no gesto da
ama que cuida
E, silenciosamente, tece a reparação das roupas do ventre que já preparava
outro...
Afora, a noite inquieta espera, e a vestimenta do acaso despe-se do dia, a lua
atravessa sentimentos,
Shiva dança para ela, e um dia é para outro a face diamantina de um catador de
latas.
O non-sense separa as coisas como que na surdina de um biombo
E vejam, corre um boato de que a poesia esteja no rumo do desalinho
Quando alimenta versos do onirismo tardio de um início de uma noite do dia
sete.
domingo, 7 de dezembro de 2025
ONIRISMO E PRAGMATISMO OCULTO
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