Seria soberbo, algo de encontrar nas minhas mãos o veludo de tua pele,
A flor madura que não ensombra o sol, que não verterias do meu áspero dia
Qual poro onde suo a desdita da minha luta, qual semântica onde encontro as vértebras
do ocaso...
Os teus dias seriam somente teus, e tua superfície de diamante refulgiria na
têmpera de meus beijos que, absurdos,
Depositaria na temperatura nada obscura do tempo infinito!
Qual, mulher, fôsseis algo que existisses sequer, o mar teceria um plano
infinito de flores
Para receber-te nas ondas dos rochedos, quais salamandras em buquês soturnos.
O que perfaça não fazer do mesmo tempo que contesto, o tempo que não
revisitamos jamais,
Daquilo que não pretendeis, do dia que jamais virá, da presença impossível, do
riso sardônico do espectro digital, ou da presença vibratória de teu gesto
apenas visível.
Encontrar-te, teus dias e teus nomes, que fostes uma apenas, não mais do que
isso,
E sequer saberias quem eu sou intrinsecamente em minha Natureza de homem
Posto a ti não revelaria mais nem por um segundo, o homem incandescente de meu
Verbo
Que encontrareis mais silencioso depois, na superfície da minha morte...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
SE EU TE ENCONTRASSE EM TEUS DIAS...
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