À busca, à procura, tateamos no breu de nossas mais ínfimas intenções
Quais não fossem: algum remédio, algum fitoterápico que transude através do
madeiro
Nas vísceras de nossas raízes, e os outros se nos observem do alto de suas pontes
De um cristal maduro e sem filtros maiores senão do olhar atônito de uma íris
de mulher.
Se não nos bastasse o caminhar de um indigente, se não fora o olhar perscrutador
da aurora,
Se não presenciássemos por além do tempo eterno, e se Deus não continuasse sua
obra,
O que seríamos sem os outros e sua presença, sempiternamente, qual, conteríamos
nosso pulsar
De termos nos óbices de um tempo maior a vicissitude ampla de fazer recrudescer
o vento?
Não, pecadores que somos, iríamos para um limbo existencial profundo
Assim, de chofre, qual inferno que o Criador consagra em sua corrente cármica
A que paguemos por dia um dia a mais, e a oração de um justo roga a Ele
Que o fardo de mais um dia não seja mais do que, pobres que somos, podemos
suportar...
domingo, 28 de dezembro de 2025
NÓS E OS OUTROS...
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