Estaremos
sempre melhores quando ausentes de substâncias que nos inibem as forças mais
puras do nosso inconsciente, e do papel consciente de nossos atos: as
substâncias tóxicas. Falar-se de coisas como o álcool e as drogas é irrelevante,
pois a influência que essas drogas exercem sobre a humanidade é sobremodo
nefasta, mesmo quando porventura sejam para apascentar males psíquicos que
muitos possuem, em decorrência do uso continuado delas, como uma grande engrenagem,
onde sequer se sabe exatamente onde fica o escape. É na aplicação dos Doze
Passos de Alcoólicos Anônimos ou de Narcóticos Anônimos que podemos encontrar a
salvação. A premissa é que o façamos, e toda a medicina corrobora essa prática.
Dê-se
um primeiro passo, e seguem-se os outros, mesmo que retrocedamos alguns, que
caiamos, não carreguemos a culpa, pois a recaída pode estar dentro da intenção
de se ter a consciência luminar de que o caminho para a recuperação todos o
conhecem. O fardo de se estar distante de uma vida limpa pode ser pesado, pode
ser um começo de uma árdua empreitada, mas a vida limpa é muito melhor, e a
sobriedade retém em nós uma estabilidade emocional sem precedentes, pois
estaremos muito mais aptos a sermos saudáveis física, mental e espiritualmente
distante dos tóxicos e do álcool, que igualmente é uma droga poderosa. O vício
do tabagismo igualmente é um dos mais severos, e larga-lo faz parte do processo
para ter uma recuperação: de todo. Há segredos na medicina, assim como a busca
diante de nós mesmos temos por haver em conta que largarmos quaisquer
substâncias que nos tirem de nosso humor, ou, porventura, seja por falta delas que
sintamos a dependência devemos empreender nossa boa vontade em largá-las para
que nosso estado de consciência se purifique mais e mais. Essa esperança
imorredoura diante de Deus e daqueles a quem prejudicamos, senão nós mesmos, é
uma caminhada fortuita que empreendemos para sempre, nas nossas vidas, e será
no caminho virtuoso desse encontro quase mítico e religioso, como um tipo de
sacerdócio, que empregaremos nossas forças para nos desviarmos de tudo o que
nos faça mal, como adicções, vícios, alcoolismo e etc, além das relações tóxicas
e do enredamento na ilusão, que tanto assoberba nosso pensamento. O mesmo
pensamento que nos leve adiante, como pensamento expresso, como fímbria do
imaginar-se na projeção do “algo a mais” para que outras pessoas tenham
inclusivamente a faculdade de irmanar-se com quaisquer da mesma intenção – de fato
– em evitar citados vícios ou comportamentos viciados...
Estarmos
imbuídos em um tipo de missão no mundo, é como que um sacerdócio, algo que
suplanta se queremos, conta como um dever de homens e mulheres, e a questão
mística é assaz importante, conforme a visão de estudiosos e médicos, que já
supõem, enquanto homens da ciência, que o misticismo é assaz importante no viés
de uma recuperação, seja crendo em Cristo, nosso Pai, ou diretamente, em se
regando a raiz, crendo em Deus amantíssimo: provedor de tudo o que necessitamos
nas nossas existências. Há muitas quedas de seres humanos diante das quais
perdem sua esperança em uma força maior, diante de latitudes onde o sofrimento
humano pode ser indizível, por vezes... Em outras modalidades de sofrimento,
enfrentamos doenças familiares, males mentais, sofrimentos decorrentes de
perdas materiais, ou mesmo afetivas ou amorosas. Diante dessas dificuldades,
sói buscar ajuda, e os grupos de recuperação existem para nos trazer a solidariedade,
ou mesmo a religião pode ser essencial para nos religarmos ao divino, ou
ao Espírito Santo. Esse espírito que abraça a tudo e a todos, que vem do Altíssimo
nos supõe sermos criaturas de Deus, e para ela somos tudo, mas não devemos
endurecer nosso coração, senão não deixaremos entrar essa bendição... Ou não
deixaremos que ela se manifeste em sua plenitude. Deveremos estar abertos para
que nossas súplicas sejam ouvidas, e a prece e a meditação são sobremodo
importantes, em um passo adiante que nos ajude a consolidar os movimentos de
nossa fé, que jamais seja algo como uma pedra que deixamos no nosso caminho, pois
devemos remover duros seixos que nos impede de caminhar sobre a Terra.
O nosso
caminho é espiritual, e solenemente em uma data como o Natal, por que não nos
deixemos influenciar pelo espírito de Jesus Cristo sobre o mundo, a que veio, e
por que não fazermos de nossa morada um tipo de santuário, onde o lobo e o
cordeiro passem a se entender? Por vezes temos níveis perceptivos, níveis de consciência,
e o que antes era lobo passa a ser cordeiro, e vice e versa, pois nada é
estanque, e sempre, diante de infortúnios, há gente de boa fé: seja em qual ou
tal crença, posto é na comunhão de palavras, atos e ações, na compreensão
humana, nos espíritos brincalhões, naqueles mais taciturnos, na correção de
cuidados, na sedimentação das diferenças que estaremos entrando em comunhão com
os seres humanos que somos, apesar de saber que muitos ainda estão em guerra
pelo planeta, e que outros tomam o partido das guerras, como se tudo fosse uma
questão confortável de se estar assistindo infortúnios pelas janelas de nossa
intenção. Será sempre – repito – na consciência ampliada, ou no se evitar
aproximações com substâncias tóxicas, seja quais forem, que estaremos mais
aptos a ter esperança de que, ao menos no lócus em que vivemos, e em nossas
famílias, nos tornemos mais serenos espiritualmente e mais condizentes com um
clima de temperança e espiritualidade tão necessárias nos dias em que vivemos e
naqueles que vêm pela frente...
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