domingo, 7 de dezembro de 2025

O PASSO ADIANTE


                Estaremos sempre melhores quando ausentes de substâncias que nos inibem as forças mais puras do nosso inconsciente, e do papel consciente de nossos atos: as substâncias tóxicas. Falar-se de coisas como o álcool e as drogas é irrelevante, pois a influência que essas drogas exercem sobre a humanidade é sobremodo nefasta, mesmo quando porventura sejam para apascentar males psíquicos que muitos possuem, em decorrência do uso continuado delas, como uma grande engrenagem, onde sequer se sabe exatamente onde fica o escape. É na aplicação dos Doze Passos de Alcoólicos Anônimos ou de Narcóticos Anônimos que podemos encontrar a salvação. A premissa é que o façamos, e toda a medicina corrobora essa prática.

                Dê-se um primeiro passo, e seguem-se os outros, mesmo que retrocedamos alguns, que caiamos, não carreguemos a culpa, pois a recaída pode estar dentro da intenção de se ter a consciência luminar de que o caminho para a recuperação todos o conhecem. O fardo de se estar distante de uma vida limpa pode ser pesado, pode ser um começo de uma árdua empreitada, mas a vida limpa é muito melhor, e a sobriedade retém em nós uma estabilidade emocional sem precedentes, pois estaremos muito mais aptos a sermos saudáveis física, mental e espiritualmente distante dos tóxicos e do álcool, que igualmente é uma droga poderosa. O vício do tabagismo igualmente é um dos mais severos, e larga-lo faz parte do processo para ter uma recuperação: de todo. Há segredos na medicina, assim como a busca diante de nós mesmos temos por haver em conta que largarmos quaisquer substâncias que nos tirem de nosso humor, ou, porventura, seja por falta delas que sintamos a dependência devemos empreender nossa boa vontade em largá-las para que nosso estado de consciência se purifique mais e mais. Essa esperança imorredoura diante de Deus e daqueles a quem prejudicamos, senão nós mesmos, é uma caminhada fortuita que empreendemos para sempre, nas nossas vidas, e será no caminho virtuoso desse encontro quase mítico e religioso, como um tipo de sacerdócio, que empregaremos nossas forças para nos desviarmos de tudo o que nos faça mal, como adicções, vícios, alcoolismo e etc, além das relações tóxicas e do enredamento na ilusão, que tanto assoberba nosso pensamento. O mesmo pensamento que nos leve adiante, como pensamento expresso, como fímbria do imaginar-se na projeção do “algo a mais” para que outras pessoas tenham inclusivamente a faculdade de irmanar-se com quaisquer da mesma intenção – de fato – em evitar citados vícios ou comportamentos viciados...

                Estarmos imbuídos em um tipo de missão no mundo, é como que um sacerdócio, algo que suplanta se queremos, conta como um dever de homens e mulheres, e a questão mística é assaz importante, conforme a visão de estudiosos e médicos, que já supõem, enquanto homens da ciência, que o misticismo é assaz importante no viés de uma recuperação, seja crendo em Cristo, nosso Pai, ou diretamente, em se regando a raiz, crendo em Deus amantíssimo: provedor de tudo o que necessitamos nas nossas existências. Há muitas quedas de seres humanos diante das quais perdem sua esperança em uma força maior, diante de latitudes onde o sofrimento humano pode ser indizível, por vezes... Em outras modalidades de sofrimento, enfrentamos doenças familiares, males mentais, sofrimentos decorrentes de perdas materiais, ou mesmo afetivas ou amorosas. Diante dessas dificuldades, sói buscar ajuda, e os grupos de recuperação existem para nos trazer a solidariedade, ou mesmo a religião pode ser essencial para nos religarmos ao divino, ou ao Espírito Santo. Esse espírito que abraça a tudo e a todos, que vem do Altíssimo nos supõe sermos criaturas de Deus, e para ela somos tudo, mas não devemos endurecer nosso coração, senão não deixaremos entrar essa bendição... Ou não deixaremos que ela se manifeste em sua plenitude. Deveremos estar abertos para que nossas súplicas sejam ouvidas, e a prece e a meditação são sobremodo importantes, em um passo adiante que nos ajude a consolidar os movimentos de nossa fé, que jamais seja algo como uma pedra que deixamos no nosso caminho, pois devemos remover duros seixos que nos impede de caminhar sobre a Terra.

                O nosso caminho é espiritual, e solenemente em uma data como o Natal, por que não nos deixemos influenciar pelo espírito de Jesus Cristo sobre o mundo, a que veio, e por que não fazermos de nossa morada um tipo de santuário, onde o lobo e o cordeiro passem a se entender? Por vezes temos níveis perceptivos, níveis de consciência, e o que antes era lobo passa a ser cordeiro, e vice e versa, pois nada é estanque, e sempre, diante de infortúnios, há gente de boa fé: seja em qual ou tal crença, posto é na comunhão de palavras, atos e ações, na compreensão humana, nos espíritos brincalhões, naqueles mais taciturnos, na correção de cuidados, na sedimentação das diferenças que estaremos entrando em comunhão com os seres humanos que somos, apesar de saber que muitos ainda estão em guerra pelo planeta, e que outros tomam o partido das guerras, como se tudo fosse uma questão confortável de se estar assistindo infortúnios pelas janelas de nossa intenção. Será sempre – repito – na consciência ampliada, ou no se evitar aproximações com substâncias tóxicas, seja quais forem, que estaremos mais aptos a ter esperança de que, ao menos no lócus em que vivemos, e em nossas famílias, nos tornemos mais serenos espiritualmente e mais condizentes com um clima de temperança e espiritualidade tão necessárias nos dias em que vivemos e naqueles que vêm pela frente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário