quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

LUZ RESILIENTE


Fôssemos mais tristes por vezes,
Não que a vida trouxe tantos infortúnios,
Pois por vezes a impressão que dela temos
É um manto de ilusão onde vamos galgando frentes
Tateando em nossas sombras as vestes que esquecemos de usar...

E a vida, essa em profusão, necessita que de atenção a quem amamos
Seja dada a saída em uma mera fluência de nossos sentidos, que sintamos
Sempre, que a cada sílaba que pronunciemos, sintamos o som de nossa palavra.

O som de Eric Clapton é tão grandioso, em sua guitarra, em seu blues
Que podemos pensar escutando, que escutar é tão bom,
Assim como termos as pernas que se nos fecham e que se nos abrem...

E as mãos, ah, sim, as mãos de Michelângelo que fizeram a Capela Sistina,
Quando a tinta lhe caía sobre o rosto, e que esculpira o Davi e a Pietá
Sem nos atinarmos que suas mãos eram os instrumentos de Deus!

Esses movimentos que perfazem a vida, companheiros, que fazem de nós
O instrumento da mesma paz que está na Oração de São Francisco, e que, resilientes,
Queremos por que queremos prosseguir, pois a jornada não nos ata: nos liberta, passo a passo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário