Se porventura déssemos cruas sementes em forma de pães maduros
A uma terra que fosse inóspita, seca e algo túrgida de lembranças fúteis,
Não veríamos sequer a planta de nossos dissabores frutificar nem crescer, nem
brotar,
Posto arrefeceríamos o egotismo incauto de prosseguir frente a infortúnios não merecidos
Ou, quem dera, seríamos o véu secreto de um ósculo em frente ao espelho, como
no não ser...
E ainda, posto de merecimentos vis, não recrudescêssemos auroras que não
surgiram jamais
Verteríamos no ocaso de faltas ilusórias aqueles que apertam os botões em um
sexo anódino
Na vertente do que não era, na frente do que não há, ou no soslaio despercebido
de um gesto!
Cada um na sua verve, e quem sabe o cetro desposaria o rei, que o seguraria com
a galhardia
De já não possuir mais a coroa, mas apenas as pedras que perfaziam a sua
riqueza, tal, qual não fosse,
Algo de poder fora possível em nossa vontade, a frustração lembrando passagens
da infância
Em cujo nome nos batizaram com as páginas secretas de que úteis que somos,
inocentemente,
Não realizaremos mais tanto com aquilo que passa a não fazer sentido na turba
incandescente de um smart algo...
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
O ÓSCULO SECRETO DOS INOCENTES ÚTEIS
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