Saudades
de tua ausência. Mas quem dera, se terias sido presente algum dia, essa presença
quiçá não me trouxesse nenhuma nostalgia, pois quem não existe não traz
recordações. Estivesses em momentos de sonho, vestias a sombra do carrasco, e
verteria na desesperança toda a esperança sem substratos que eu imaginara. E
tuas amigas não fogem à regra, elas aparecem, sob as encomendas do tempo... Se
delas és o chefe, eu mal compreendo dessas administrações invisíveis! Mas não, resides
no meu inconsciente como figura que pode surgir do imaginário, do simbólico ou
do real que não é nada, posto território vazio. Seu nome eu não sei, pois te
dizes sequer existência, não és, não estás, só tens, e tens deveras, partindo
que sejas quiçá uma conta no banco, ou uma offshore tupiniquim. Não podes ser
meu amigo sempre, serás aquele ladrão bom e crucificado ao lado do Senhor?
Aquele existiu há muito tempo e hoje é apenas um tipo de reunião de versículos
sob a sombra da Paixão...
Inconteste,
teço uma querela risível da minha insignificância em querer entender de política,
e fostes aquilo que quiçá eu lera em uma teoria conspiratória, ou seja, em um
livro de Marx, que tantos temem pela verdade nele encerrada, pois aquilo que me
significas de tua não existência, faço presente em linhas que poderias ser criado
a partir do nada, de um script mal construído de uma IA, ou um código binário
excludente nas páginas do não ser, esse nirvana encantador que jamais alguém
trilhou, sequer o Sidarta Gautama...
Fim de
história, feche tua porta que sequer é material e não sejas nem um espírito
posto o que vem para agregar desse mundo sutil são os fantasmas que rodeiam
Shiva quando ele se encontra feliz em mais um crematório, dançando com a lua a
dança da aniquilação do cosmos.
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