Seríamos
por um dia quem desejávamos ser, ao menos por um dia, ou quem sabe todo o ganho
de um dia seja gasto pelo capitalista que fica rico com o que o trabalhador
empresta como força motriz, sua única propriedade: o trabalho... Quem seria
egoísta, ou não, pois as coisas não funcionam assim no capitalismo selvagem? E quem
gostaria de ganhar mais justamente um salário menos expropriador da citada
força, senão o trabalhador, e serão esquemas e mais esquemas onde a exploração dos
pobres pelos ricos é continuada, e olhe que sequer falei em algo de monta,
realmente revolucionário. Seria apenas uma questão de consciência, por vezes
subtraída na modalidade das drogas permitidas, quiçá a sensação de bem-estar em
se estar usando, quem sabe muitos nem concebem esses limites impostos com a
alcunha da liberdade!
Escrevo
uma simples palavra a uma atmosfera. Quem sabe, não saíssemos do padrão de
negócios do empreendedorismo altamente conservador aprendido no primeiro mundo,
mas seria interessante quiçá ao menos que se fizesse ou se concedesse a
participação nos lucros da empresa, se quiséssemos permitir um ganho onde o
trabalho não seja aquilo dos sem saída, e mais aquilo onde o seu resultado
impede que se ganhe o suficiente para que o trabalhador possa usufruir da vida,
ao menos sendo um consumidor de tudo o que o sistema praticamente ordena que o
faça. Mas não, os jovens da labuta preferem dar o seu sangue e ficam
satisfeitos se o empregador oferece insumos ou “prêmios” que os estimulem a continuar
nessas exaustivas jornadas... Que tipo de oficina dos diabos é a chamada
empresa inteligente da atualidade, senão um modo de controle, onde o empregador
demite sumariamente alguém que seja mais “rebelde”, ou onde a negociata vira “negócio
comum...” Senão, não seríamos mais os tais do consumo, pois há aqueles que
consomem o que veem pela frente e há aqueles que querem consumir uma pedra da
droga, vendida nas comunidades, depois de vender um saco de latas de alumínio,
caminhando praticamente o dia inteiro, onde o quinhão pode estar traduzido
igualmente por garrafas pet, pois daqui a pouco o plástico vai ser reciclado e
valerá para o sistema o ganho das migalhas de catadores, onde as cooperativas
ainda não são realidade em solo nacional. A dimensão e o caráter de muitas
coisas assumem variados aspectos perante o ser nessa miríade de problemas sociais
e disparidade de ganhos, onde os poucos que ganham muito ganham cada vez mais,
e grandes massas ainda enfrentam a linha da miséria, mesmo com a ajuda e
auxílio do governo federal, pois muitas vezes sequer sabem administrar esse
ganho.
É uma
era de mudanças, e muitos que caem vitimados por drogas e alcoolismo porventura
encontram a ajuda dos CAPS, pois esse serviço, desde que foi implantado, jamais
deixou de atuar frente a problemas de saúde mental e recuperação dos
dependentes químicos, no caso dos CAPS/AD: álcool e drogas. Só que a demanda pode estar
aumentando, e muitas vezes o serviço público de saúde não dá a conta necessária,
pois a quantidade das drogas que chega no país é avassaladora, e facções como
o Comando Vermelho e o PCC já estão “aliados” para defender com unhas e dentes
seus territórios, encontrando nos grandes centros nacionais suas áreas em que
concentram força e capital necessários para vascularizar o crime em todos os
lugares onde ocorrem seus modais operacionais, sendo as capitais territórios
onde encontram seara fértil para atuarem sinistramente. E quando, infelizmente,
o tráfico se vincula a movimentos subversivos, isso sobremodo afeta a nossa
democracia, assim como no caso dos EUA, onde o controle ferrenho proposto por
Trump contra as drogas está sendo confundido com fascismo.
Quando a
questão das drogas vira moeda comum, mesmo aquelas que muitos acreditam ser inofensivas,
como a maconha, possuem suas versões semi-sintéticas, onde os efeitos sobre o
sistema nervoso é devastador. E pode ser que alguém viciado apenas em maconha “natural”,
a essa vítima seja oferecida uma droga como a K9, o gosto é o mesmo, mas
fatalmente seus efeitos podem até mesmo levar o ser humano a surtos profundos
mentais e mesmo à morte. Em síntese, os perigos que os jovens enfrentam na
atualidade são sobremodo concretos, e a ilusão a que são submetidos com as
diversas drogas, entre elas quiçá a pior, a maconha, perfaz uma retórica que só
tem feito engrossar as fileiras da desesperança aos familiares e os corredores
de hospitais psiquiátricos mundo afora. Nesse viés sobremodo importante, há que
se tomar medidas cabais para que não se incida nesses padrões que levam a
doenças de cunho mental por vezes que demoram largo tempo para serem
controladas, principalmente quando os pacientes não largam imediatamente o
vício, prosseguindo nessas modalidades por longo tempo ainda, se metendo em
encrencas na justiça e virando até mesmo traficantes, ou fazendo parte desses
exércitos, ou como olheiros, ou para pagar uma dívida, ou até mesmo para fazerem parte de um grupo, pois a sociedade passa a não aceitar mais um enfermo mental
já que o preconceito ainda é muito grande nessa órbita.
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