sexta-feira, 8 de novembro de 2024

O VÉU DOS PORÉNS


No que não saberíamos supor, ao andamento de mais uma carruagem ao vento
Posto fosse, quem dera, ao não saber do entendimento mais cabal
Onde a vertente imprópria dos descabidos não encerrasse um capítulo a mais
Se não fora o tempo o caudal rumoroso que vertesse mais um nome no comercial andamento da pálida aurora...

O sonâmbulo ser reflexo, o ato do decassílabo em fonemas dispersos
No que se ter a um contato mais pungente, no que fosse de se ter algo ao menos
Na sensação proprietária, sem ser mais do que não fosse, a defesa, o menos-mais
Quanto do pungente hormônio que clama em sua juventude, a frase indiscreta pensada
Ou o ato sexual encomendado como uma obrigação de um orgasmo garantido na meta de um dia...

Não, que se fizesse sexo como Janis Joplin quando cantava, cantava com o seu sexo
Quem dera, uma mulher das alturas, uma mulher que merece ser tatuada no braço
Ao lado de uma sonata que não existe de um blues que ela não alcançara
Mas que nas ruas de Mississipi ela entendera que um negro passava a ser o mesmo canto
Em que outros estariam em guetos, em que uma porta era aberta em outra música
Em que porventura de um 2024 o canto de uma mulher ainda se escuta no Bronx. 

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