Não
haveria como dissociar o ser alguém ou algo, na tipificação de sermos porventura
por vezes objetos, daquilo que desejamos ter, não apenas uma coisa ou objeto em
si, mas a ação de se apropriar daquilo que tenha potencial de ser propriedade,
consonantemente, ou função primeira da citada ação, rotina, texto lógico, ou
mesmo concordância da comunicação entre o sujeito e o predicado. Não que as
coisas não se tornassem confusas, mas de fato elas se tornam assaz assim,
quando o que acontece é que a selva dos objetos nos torna um deles, por vezes reféns do funcionamento de um sistema onde tudo e todos são catalogados, listados,
identificados, na miríade mais conforme de códigos onde toda uma categoria de
informação fica à disposição dos órgãos que sabem bem como proceder nesse
objetivo de talhar a questão inequívoca entre sermos realmente o que desejamos
ser daquilo que somos enquanto proprietários de algo, ou alguém, se for
considerar a posse, mesmo que se torne efêmera, na esteira não só de produzirmos
o ato de se obter a “meta”, como descartar seus resultados ou produtos no viés
do perecível por vezes até mesmo quando o objeto que nos cubra é a vida afetiva
ou sexual.
Para as
coisas “funcionarem” a doença vira sinônimo de gastos do tempo, vira a certeza
da existência da medicina, quanto de sabermos incluso que um homem ignorante ou
muito ignorante em escala costuma chamar um outro que se expressa além da sua
compreensão, de enfermo mental e a pecha mais comum é a esquizofrenia, “totem e
tabu” da sociedade contemporânea, por onde o chamado fim da linha se dará
perante o escopo da vida, e tergiversa a respeito da impotência conotando ou
dando a entender que seja sexual, na presença daquele veterano que o assusta ou
ameaça dentro de seu perfil quase animalesco da possibilidade de auferir seus “lucros
existenciais” sobre os costados da fêmea que se expressa com desenvoltura e
demonstra sensibilidade à flor da pele e inteligência superior a ele, o que lhe
dá o temor que todo o macho não disfarça sequer, nesta sociedade que o autor
Desmond Morris, em seu “O Macaco Nu” tanto elucida com certeira adequação ou
espelhamento do que vem a ser a sociedade humana, onde a pulsão sexual se torna
algo de propriedade, citando o que já fora citado anteriormente, e onde a
economia onde apenas o mercado se torna o patrão de todos se dá na
anterioridade mesma da história, perfazendo antigos regressos da caverna, onde
um homem é descartado por ser mais escalado evolutivamente porquanto mais
humano enquanto um "neandertal" ainda se jacta ser mais “evoluído”.
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