sábado, 6 de maio de 2023

O PONTO QUE SE TORNA QUASE VITAL


Não, que o espaço vital não seja um amontoado de antanho
Posto não ser mais do que o nada, nada do que não seja espaço
A mais do que a igualdade racial seja o símbolo mais puro do viés do espaço
Que se recria na igualdade de valores, quais sejam, a melhor justiça social...

Não se infira, o mestre tem que dizer mais algo do que se diria
Já que na substância a peça industrial recria um artifício outro
De uma linha de montagem que subentende outras linhas
E que a prospecção da tecnologia seja sempre participativa.

Nada do que em um dia se faria diferente, a se beber uma água
Que se pretenda tocar na garganta do sedento, a quem tem sede
Da torneira inacessível ao andarilho, posto que isso o sistema não muda!

Seria tão simples colocar um banheiro público aos indigentes
Ou esboçar qualquer ajuda, quando um viciado procura pequenos pedriscos na rua
Fatigado, depois de uma noite inteira consumindo o crack, pensando em sua loucura ser o mesmo...

A se permitir, que nada se pretenda funcionar, o partido sem estribeira
Qual, ainda não preparado para assistir às demandas da nação
Com a atenção necessária às reformas de ordem estrutural.

Não far-se-á isso jamais, posto não estará jamais capacitado
Haja vista que o orçamento mal dá para azeitar toda a máquina
Incluso aquela que, oculta, engorda as mãos dos canalhas...

Sequer há abertura de revisionismos históricos
Se alguns se pretendem algo a ler alfarrábios de alcova
Enquanto outros pretendem fazer mais sexo depois de tomado o Poder.

Que tal seria, os negros esquecidos pelo Partido, aqueles que não fazem parte
E partem a serem discriminados pelos outros detentores dos colares infames
Que conferem à negritude não liberta apenas novos carrascos a novas escravidões!

A libertação não possua cor, mas certamente se deduz que se preparara antes
A cornucópia dos nazi contra os fasci em uma salada onde o turco
Talvez houvera de participar, concedendo a coca em rodo ao mesmo viés de algum poder.

Assim que se aprenderá, ao ponto quase vital, de um micro ponto
Onde palhaços acham que compreendem Marx, e este se ri – caveira de Otelo –
Quando sabe que nem mesmo os seus teóricos, já mortos, conseguiram vencer a Deus!

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