Chegamos a um ponto do desenvolvimento humano fundamental para que consigamos nos tornar, finalmente, mais cônscios da nossa real dimensão frente ao “lugar” em que residimos, este planeta, onde pisamos nossos pés, e nosso lócus existencial mais profundo, que são as entranhas de nosso ser, o imo, a essência que todos os dias nos aguarda na mente nossa e na nossa espiritualidade. O corpo vem junto: nossos membros, nosso tórax, coração, órgãos, cérebro e etc. O tempo obviamente no-lo sentimos como algo de monta, um tempo que não cessa: nossa própria convenção, nosso próprio condicionamento e tudo que concretamente faz jus a que o percebamos, integralmente, pois somos unos com o cosmos…
Cada dia possui o seu ciclo, cada homem e cada mulher possuem os seus, na efemeridade de um respirar ou de uma batida cardíaca, ou mesma na duração de uma vida, e há quem professe que depois a jornada continua, repetindo, conforme as leis do carma, novos ciclos, novas vidas, encarnados ou desencarnados, conforme missões espirituais supostas. O importante é sempre salientar que o mundo está aí, não apenas para aqueles que nasceram há um século, ou mesmo para aqueles que estão nascendo neste milênio que apenas está começando. E, a cada passo que damos, pressupomos sermos maiores ou menores do que a latitude de nossa validade existencial, no que ao menos pareçamos ser melhores, quando cumprimos uma missão onde a verdade anímica nos traduza conforme o andamento de nossos atos, atos de beligerância, atos de paz, atos de amor, de ódio e rancores, ou mesmo de neutralidade, como coisas de um nirvana ou afins. Passa-se a vida como uma grande vibração energética, somos feitos dos meridianos onde a energia passa, dos chacras onde possuímos centros vitais, estamos em equilíbrio ou desequilíbrio, a ponto de vermos – estes seres que não queremos ver – homens e mulheres jogados na rua, convivendo com nossas urbes, e nada indique que passemos a ser aqueles de urbanidade ímpar na alteridade que nos falta, quando alegamos que tal ou qual vibe é boa ou ruim.
Não se passa em nossas cabeças que a bondade seja um modo de vida… Posto a velha questão é acharmos que as coisas não vão bem, nos sentimos injustiçados perante poderes, atalhados por coisas mal concluídas, inquietos e sem esperança frente a desafios que, resilientes, temos que enfrentar, dia a após dia. E isso implica que fujamos internamente, que nos intoxiquemos, que partamos a uma alienação que a nós mesmos nos consentimos.
Que fôssemos aqueles outros que tantos ruídos nos causam, uma posição material ou financeira melhor, quem diria, ou mesmo as metas a que nos propusemos semana passada fossem praticáveis, mas quem sabe, se praticarmos um pouco elas se tornarão possíveis, quem sabe… Os dias vibram, reverberam, e caminhamos, isso é importante, em busca de luzes maiores, posto sem a luz não enxergamos sequer nossos pensamentos, nem a nossa capacidade de ordená-los coerentemente.
Assim que se não fosse o tempo diria que seríamos mais fracos, sem a cognição necessária, mas em virtude de silenciarmos a atenção para a nossa saúde, o tempo ganhará – fatalmente – esse embate. Portanto, em busca de uma saúde física, mental e espiritual, seremos mais limpos enquanto esse asseio for pleno, pois corre em nossas veias, com ou sem medicamentos, necessários, certamente, quando da indicação médica, algo que dê sustentação ao templo de nosso espírito, que se chama corpo físico...
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