Houvera do ser a intuição
introvertida
Qual, na outra ponta, o que era sentimento da
extroversão
À sensaboria do destino, prever o sentido e a
inversão
Não que o fora propriamente de valores,
Qual,
desdizendo teorias e chistes de Fausto
Quando, quem sabe em uma
história concludente, de fato,
O poeta pincelara na sua tela a
tinta derradeira do existir…
E a poesia, esse canto
profético do artista,
Consagrando a existência cabível de
algo meramente possível
Na retórica de Lacan que Schroeber não
fosse apenas um enfermo
Se nessa forma houvera escrito, não
profetizando a medicina de Freud
Uma curiosidade acadêmica a
que não fosse tanto a metamorfose do real
Algo que denotasse a
quantidade ou o mero precipício de um outro
Quanto de sabermos
que na veia da criação reside o fator transformador do sonho.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
PROFECIA E ARTE
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