quarta-feira, 19 de novembro de 2025

PROFECIA E ARTE


Houvera do ser a intuição introvertida
Qual, na outra ponta, o que era sentimento da extroversão
À sensaboria do destino, prever o sentido e a inversão
Não que o fora propriamente de valores,
Qual, desdizendo teorias e chistes de Fausto
Quando, quem sabe em uma história concludente, de fato,
O poeta pincelara na sua tela a tinta derradeira do existir…

E a poesia, esse canto profético do artista,
Consagrando a existência cabível de algo meramente possível
Na retórica de Lacan que Schroeber não fosse apenas um enfermo
Se nessa forma houvera escrito, não profetizando a medicina de Freud
Uma curiosidade acadêmica a que não fosse tanto a metamorfose do real
Algo que denotasse a quantidade ou o mero precipício de um outro
Quanto de sabermos que na veia da criação reside o fator transformador do sonho.



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