domingo, 23 de novembro de 2025

NORMALIDADE


A moça tacha de louco um homem, este homem a observa na sua rudeza da mulher
Que vai ser no futuro, já travada de rancores desde a juventude, sem sequer a compreensão
Do que seja a normalidade, do que seja a loucura ou a lucidez, na loucura a lucidez, e esta na outra...

Outra mulher jamais frequentaria tal lugar, pois ela mora em um lugar pobre e sequer tem a prata necessária para comer tortas...

Um homem anormal diz que ganha milhares de dólares para a sua pretendida, e ela sabe
Que efetivamente esse homem seria tão anormal por ser genial com as finanças
E ela passa a ter tesão incomensurável por esse homem e todo o poder que ele tem em suas mãos,
E ela passa a querer transar sem preservativo, para ter um filho com ele, e assim se casar finalmente com um homem milionário...

A pecha do destino, qual não fosse uma máscara quase mortuária, reduziria o normal ao nada,
Se a loucura não estivesse falando exatamente neste momento da aridez fecunda dos planos do sempre
E tergiversassem que houvera um tempo mais humano, um tempo em que as faltas das relações do comércio
Não fossem tão exatas nos vendilhões do tudo, e quem sabe o quase seria distinto
Quanto, a mais não saber, a normalidade fosse aceita como a folha da palmeira: uma dona do planeta...
 

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