Não restariam frases nem discursos, na ausência ou na presença,
Seríamos uma alternância factual, uma projeção, a intenção do erro
Ou, simplesmente, um ato falho freudiano, um quê subconsciente,
O ato decassílabo, um lembrar-se de algo que não acontecera.
Tudo na falha e no conserto, nos erro e na dissensão, no caráter e no ato,
Seremos maiores enquanto pequenos nos dissabores e nas desditas,
No perdão e na ira, no crime e no castigo, aquilo que não sabemos
E jamais saberemos de fato se o que nos propusemos ser seja o que somos...
Verteremos o sal da vida, isso sim, na carne e na mutação, seremos polos antagônicos,
O serenar da aurora e o fulgor das tempestades, um cavalo irrequieto e a força
de uma formiga,
O labor oculto de uma funcionária exemplar, ou o taciturno verso de um poeta
esquecido
Nas alfombras do mesmo tempo em que o artífice esqueceu as suas peças na
estrada...
Finalmente, que não esperemos resultar em algo que não exista de fato
Posto, ademais, a nossa grandeza encerre na grande alquimia do ser
A transmutação em nossos cadinhos mais íntimos, naquela química do universo
Em que um enfermo prossiga sendo quem é, mesmo com a pecha dos incautos.
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
A SABER QUE SERÍAMOS GIGANTES...
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