quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A CONSORTE DO CÉU


És tu, dama maravilhosa, que pernoita diante dos seres que te aninham
Nas noites onde a Lua vem a aparecer para te iluminar diante de teu olhar sereno
Quando, a mais de se ver que o dia aparece na solar lembrança das claridades
Teces com tuas florestas o gesto do índio que passa solene a versar seus passos…

Poesia de ferrro, poesia de fogo, poesia de vento, poesia de Parra,
Quem dera a violeta de teu nome, mulher fecunda, não viria tão solita
Quanto o espaço diametralmente gigantesco de nossas promessas…

A saber, quando tu, Terra, nossa mãe, nossa superfície de todas as mulheres,
Versa no seio que ensombra a tessitura de ébano expatriado ou de carmins rouges
A verve do poeta sói encontrar com uma mão que me estende seu serviço.

Passaríamos um tempo em tuas águas, no frescor de teus mares
Ou mesmo na corredeira tépida de teus ventres
Quando, ao menor desaviso, já tu crerias que o céu te abraça por todos os lados!

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