És tu, dama
maravilhosa, que pernoita diante dos seres que te aninham
Nas
noites onde a Lua vem a aparecer para te iluminar diante de teu olhar
sereno
Quando, a mais de se ver que o dia aparece na solar
lembrança das claridades
Teces com tuas florestas o gesto do
índio que passa solene a versar seus passos…
Poesia de
ferrro, poesia de fogo, poesia de vento, poesia de Parra,
Quem
dera a violeta de teu nome, mulher fecunda, não viria tão
solita
Quanto o espaço diametralmente gigantesco de
nossas promessas…
A saber, quando tu, Terra, nossa mãe,
nossa superfície de todas as mulheres,
Versa no seio que
ensombra a tessitura de ébano expatriado ou de carmins rouges
A
verve do poeta sói encontrar com uma mão que me estende seu
serviço.
Passaríamos um tempo em tuas águas, no frescor
de teus mares
Ou mesmo na corredeira tépida de teus
ventres
Quando, ao menor desaviso, já tu crerias que o céu te
abraça por todos os lados!
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
A CONSORTE DO CÉU
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