quinta-feira, 30 de outubro de 2025

GUERREIRO DEPOSTO


Um lutador luta, mas luta por vezes e perde,
E no vício sucumbe, e retorna, e espera horas...

Qual não seria o fato de que a medicina quiçá esteja magoada
Por saber que ele é fraco o suficiente para tecer crítica escusa.

O guerreiro estará despojado de suas armas, não lutará mais entretanto
Quando a sua fímbria estabelecer a forma inequívoca de uma razão que possa enobrecê-lo.

Qual seja, um lutador não feneça na derrota, posto mesmo com sua deposição no front
Saberia ir para a retaguarda, descansar e meditar um pouco nos seus fracassos?

O viés de nossas batalhas seria algo mais alto do que o mundo que persiste em haver
A consonância que brilha em seu fulgor algo do sono em que o guerreiro não consome o tabaco...

Triste sina, a deposição do guerreiro, quando o sabe ser impossível lutar sozinho
Quando o melhor de seus estados anímicos, espirituais, sejam a motivação de ser plural.

No coletivo de dois, segue-se a dois a dois, quem seja, fora o mundo mais amplo
Do que a vertente mais afeita a nódoas do tempo, seria uma frente ao guerreiro que retorna – sempre – à sua luta.

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