Quando
pensamos em sermos seres que têm uma vida mais harmônica com o nosso entorno, quando
acreditamos existir uma civilização de maiores luzes, mesmo com a ausência de
sincronia de eventos do escopo da civilização tal qual a conhecemos, com seus
materialismos e displays, e seus objetares de consumo e hedonismo, como em algo
que nem sempre explicamos à luz da razão e da ciência ocidentais. Encontraremos,
no entanto, sincronia em nossa ação e pensamento, como em um oráculo de I Ching,
percebemos a citada sincronia, por vezes em alguma parte de nosso mesmo ser, assim
de tal forma a astrologia, feita conforme a disposição dos astros, efetivamente,
e seu mapa correto e correlato. Como se espelhássemos internamente uma
conformidade com uma harmonia interna, que talvez fosse a mesma sincronia com o
cosmos, ou mesmo com a espiritualidade latente em cada um de nós. Com a física
quântica, já temos essa noção sincrônica de eventos, que antes era explicada
conforme o Tao, as energias que se sucedem e alternam onde o positivo começa no
término do negativo, e vice e versa, assim como ambos existem e estão incluídos
um no outro, em um ciclo que se cumpre em mutação constante.
O
purismo em estarmos cônscios da Natureza do ser em relação ao cosmos, não nos
reduz a que sejamos meramente empíricos enquanto homens da ciência, mas,
outrossim, seres irmanados espiritualmente com algo maior que explica
consonantemente que, mesmo a ciência – esse território inexpugnável onde o possível
sempre se abre para novas descobertas dinâmicas – deduz que mais tarde o que
era antes, por vezes há milênios em ditas civilizações, suas tradições e processos
anímicos passam a tomar mais sentido quando a ciência abraça coisas que sequer
a imaginação mais fértil de décadas passadas ousaria crer, como agora, nas
ciências do atomismo, e na teoria da cordas, em uma nova física que se
apresenta para a humanidade. Essa revitalização de um encontro com a sabedoria
Oriental nos remete que como no I Ching a sincronia supra citada já explicaria o
spin atômico como algo que em um simples gesto das varetas seria uma leitura de
um feito ou de uma equação onde a disposição das varetas seria uma forma de um
mapa de astrologia, o ser em questão com o mapa dinâmico, no seu nascimento, o
hexagrama seria a forma em si, dos astros, e a leitura da citação dos hexagramas
no oráculo a interpretação astrológica, quando se respeita a atualização cósmica
do céu em seu tempo relativo. Um purismo refletiria a tranquilidade em suprir
necessidades que transcendessem a babilônia Ocidental, seu inconsciente totalmente
espedaçado e as incongruências relativas a insumos de Natureza das doenças
mentais que já acometem o ser dentro da civilização que desponta com conflitos
de toda a ordem, conflitos esses gerados mesmo em questão de que o arcabouço
histórico do Ocidente já perde na sua acepção cristã sua essência mais
importante, que é o desapego da matéria e uma vida em mais austeridade e
simplicidade...
Quando
surgem muitos templos que pregam o Evangelho, quando isso se torna quase um lugar
comum, quando a Bíblia vira um “negócio compulsório” em muitas esferas, inclusive
a política, Deus se torna palavra vã e a banalização do Cristo aparece em muitas
seitas da prosperidade, onde se prega a céu aberto que vai aos céus aquele que
conseguiu ficar rico, que a prosperidade material se torna uma bênção, e não
demanda muito a não ser que tenhamos que pagar uma parte do que recebemos
arduamente em nosso trabalho, para que recebamos “em dobro...” Essa saturação da
cristandade nas Américas e Europa dá sinais de que as religiões e crenças
orientais tomem uma forma mais consistente, principalmente quando já revelam
que muitos dos seus conhecimentos espirituais se mesclam à realidade da ciência
atual e há promessas cabais e civilizatórias de que a vereda não termina por
aqui, e que teremos muito a aprender com a sabedoria Oriental, em todos os seus
quadrantes.
A
influência inequívoca dessa questão toda é que mesmo a matéria substancial,
mesmo o surgimento da eletrônica e todos os seus recursos, não indispõem
àqueles que optam por um purismo existencial, por uma vida mais simples e, no
entanto, com mais profundidade anímica, que surjam novas frentes de atuação
mesmo no Ocidente, e que pensadores como R. Wilhelm e Jung ponteiem como novas
modalidades existenciais, e que muitos dos males mentais, como as faltas que se
nos dão os preceitos que não cumprimos, ou que as guerras impingidas por outrem
por receios de geopolítica fracassada, ou mesmo as guerras religiosas ou dessa
Natureza, venham a sucumbir ante as ferramentas civilizatórias da humanidade,
que faz com que países de alma generosa possam cumprir com seus governantes a
missão de espalhar a modalidade da libertação e da mescla cultural com as coisas
positivas do planeta, posto será na vida que surgirá a vida, e no livre pensar
que surge um conhecimento que dê margens a que se possa abrir e expandir nossas
consciências.
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