A
ciclotimia é um padrão que enfeixa grande parte dos seres humanos, principalmente
quando fazem uso, na euforia, de drogas estimulantes e, no relax, de outras, como a
marijuana e afins. A não droga, o estar-se aumentando os canais perceptivos sem
precisar sequer de uma delas é o estado de sobriedade que muitos almejam,
principalmente quando a ciclotimia vira uma psicose, e necessita de intervenção
medicamentosa. É um processo existencial, é uma demanda... Quiçá o panorama de
nossas fraquezas o demonstre, mas na simples acepção crua, o tabagismo também é
uma adição poderosa, assim como o álcool, depressor este do sistema nervoso
central e causa de lesões no periférico, lesões psíquicas, bem entendido. Assim
como existe o enfisema relacionado com o tabaco, há aquele relacionado com a
maconha, bem como com o crack, este, devastador... A saída para tais redis onde
não nos encontramos com nosso ser essencial, nosso self mais puro, seria ao
lado espiritual? Certamente, sim. O fato de, desde o berço, não possuirmos uma
religião, ou mesmo estarmos “cravados” apenas na matéria, ou mesmo estarmos em
uma sociedade que persiga cultos sem razão, apenas por ser um exemplo de massa
ateísta, denota que sérios problemas emergem da pura questão que vai ser na espiritualidade
que venceremos obstáculos enormes e nos engajaremos em um tipo de libertação ou
animismo que ampliará nossa relação com outros seres e o mundo, de forma
concreta e por vezes sutil. Não existe uma sociedade materialmente resolvida,
pois nem nesse aspecto isso está dentro das possibilidades, já que sempre
haverá as classes e seus embates, já que a luta entre elas existe até mesmo nas
sociedades ditas socialistas, pois esse purismo nem Marx atingiu...
Conforme
citado no Bhagavatam, o Purana Imaculado, em seu Primeiro Canto, o ideal para a
sociedade humana é o Comunismo Espiritual, onde os seres humanos e todos os
outros se igualariam no planeta, vivendo em comunhão, e onde a consciência
planetária daria margem a que vivêssemos dentro dessa esfera de tolerância, paz
e harmonia, onde os alimentos seriam sem violência e a Natureza dos animais e
das plantas seriam respeitados. O que se pode afirmar, dentro do aspecto em que
muitas nações já tentam uma sustentação ambiental estruturada, onde o alimento –
em tese – tenha alcançado as massas, é que as tentativas de vários governos
mundo afora tem solucionado muitas vezes, ou em casos pontuais, a fome no
mundo, mas o planeta não possui escassez de grãos, e no entanto “fabrica carne”
para suprir a fome insaciável e luxuriosa de nossas línguas, tal a defasagem em
termos de carma, onde o massacre de animais inocentes vão dar no paradoxo,
quando já, no nosso país, temos uma lei que torna os animais senscientes e os
protege, mas não pensa naqueles que são senscientes da mesma forma e estão nas
filas dos matadouros, como granjas, currais, e chiqueiros gigantescos e fabris.
A diferença
entre matar um ser humano e matar um animal está se tornando menor, quando esse
animal é um cão ou um gato, de acordo com essa lei, que possivelmente ainda
está em debate. Quando se pensa que hoje já se serve um bife folhado a ouro
para ostentação, e regado a vinhos que custam preços exorbitantes, enquanto
esse restaurante lucra de forma insana, do lado de fora, por vezes há seres que
passam e sequer sabem o que é beber de uma água que não lhe chegue concedida
por uma “boa alma”, ou que no ímpeto do vício bebem do posto de gasolina etanol
misturado com água. Haja vista termos já bebidas fabricadas industrialmente com
casos de mesclas com metanol, causando insanidade mental e morte a vários consumidores
que pagam por elas. Esse pagar-se algo na sociedade de mercado sem freios está
se tornando um tipo de míni e pontual, mas por vezes imenso e coletivo caos no
caso de continentes como o nosso, onde esta citada América possui todos os
problemas recorrentes de um mundo em franca decadência de costumes e afins.
Paga-se para sobreviver, e vive-se para pagar... Não importando muito certas
classes sociais, há daquelas que roubam para ficarem boiando como extrato e
elite que vai muito além do que existe de fato, e que tem parado na classe
mediana.
Quando
se fala em milhões e milhões, em roubos da previdência, como dizia Osho: o
ladrão pensa que todos o são, e isso justifica os seus atos. Igualmente com o
assassino, e igualmente com os que enriquecem com a devastação
institucionalizada, em certos lugares do mundo. A devastação que cometemos em
nosso redor é a mesma que cometemos contra Deus e nós mesmos, mas em nós estará
o estrago, pois o Criador de tudo sabe que será apenas o começo de uma Era de
Ferro a nossa, mas já dera o start de podermos nos salvar quando tomarmos ciência
que será através do progresso espiritual e sua sabedoria que sairemos incólumes
dessa Era de desavenças e hipocrisia, pois para isso devemos praticar a devoção
e tornarmos as nossas leis no mínimo mais coerentes, espiritualizando-as...
Nenhum comentário:
Postar um comentário