A letra possui seu nome, condizente com um chiste, um dito, uma pulsão que
revela
Nisto, o de sabermos que é na esfera da poesia que se dá a magia dos descasos
Quando a inteligência artificial, quase exata, esquece de plantar seus sabores
por entre ruas
E aqueles passeios públicos onde o sonho passa ao largo, na imagem de um seio
de mulher
Ou nas fantasias de vigílias quando o dissabor do devaneio significa a mesma
hoste do ontem.
Quando de isolamento que nos impomos, pétreo, semântico,
Quimeras fossem tantas de tantos caudais, que no fato irrisório do
consentimento
Um homem que atravesse um oceano de ilusões, pode estar navegando pelo saber
Como ele o experimenta, ou quiçá na vertente de saber que na manhã do dia pode
soletrar o verso
Na esfera do que sentira tentando ajudar a angústia a se restabelecer, ou mesmo
pondo termo à farsa...
Não que se espere anuências de modalidades alternas, não que as trocas de poder
sejam quase justas
Ou que reverbere o canto dos pássaros que a ele lhe dirão que o dia já está
Com seus mananciais mais perenes, com um blues que lhe toque o dia
Ou mesmo na justa adequação da inequívoca relação com um quase nada
Ao que outros lhe dirão outro dia, depois de lerem uma linha: que ressentir
quase abrupto!
Vende-se um biscoito de natal no inverno de um país tropical, pondo-se um
sorvete em uma crisálida de diamante de naftalina
Quando vestes de amianto sobrescrevem a plêiade quase tecnocrática
E um hirsuto onanista do intelecto jovem traduz lacanianos-hegelianos
Na verve mais lacônica de inventar uma roda sextavada com seixos por adentro
Mesmo sabendo que tal máquina já saberia não andar, mesmo que o jipe fosse
lunar...
sábado, 1 de fevereiro de 2025
A ERUDIÇÃO COMO ILUSÃO CONFORME
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