quinta-feira, 7 de maio de 2026

Jean‑Paul Sartre foi declaradamente ateu e seu existencialismo se fundamenta na ausência de Deus como condição da liberdade humana. Ele não era “cético” no sentido de dúvida permanente, mas afirmava com clareza que Deus não existe e que cabe ao homem criar seus próprios valores. 📌 Sartre e o ateísmo Ateísmo declarado: Sartre afirmava que o homem é um “ser‑para‑si” e que não há essência dada por Deus; a existência precede a essência. Ontologia sem Deus: em O Ser e o Nada (1943), ele defende que a consciência humana é livre porque não há uma divindade que determine seu destino. Humanismo existencialista: em O Existencialismo é um Humanismo (1946), ele explica que o ateísmo não é apenas negar Deus, mas assumir a responsabilidade radical pela própria vida. 🤔 Sartre era “cético”? Não no sentido clássico: o ceticismo filosófico é a suspensão do juízo sobre verdades últimas. Sartre não suspendeu: ele afirmava categoricamente que Deus não existe. Ceticismo existencial: pode-se dizer que Sartre era “cético” quanto a valores absolutos, pois via todos como construções humanas. Diferença de Camus: enquanto Camus trabalhava com a ideia do “absurdo” e mantinha certa ambiguidade, Sartre foi mais direto em seu ateísmo, sem reservas. COPILOT.

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