segunda-feira, 4 de maio de 2026

SE PUDER, ME CONTA


Tenhas comiseração desta alma, me mantenhas a par
De algo que eu ainda não saiba, me contes tudo
Aquilo que porventura passe pelo seu sentir,
Mesmo que tenhas todas as reservas do mundo, pois assim serei igualmente...

Algo de entorpecimento me nubla o espírito, a gripe, a sede, uma fome de vida
Que, destarte não fosse sempre assim, seria apenas uma face de outra moeda
À qual não fora, desligarmos dos ressentimentos vãos, das discórdias e sua aparência
Quando soubéramos mais do que todos os outros sentimentos de união e vanguarda.

Mesmo quando tínheis o sacrifício em tuas mãos, mesmo quando supunhas ter sido a melhor
Do que a tua fronte encerrava na vertente de tua ação, seria eu melhor do que uma fagulha:
A centelha espiritual que em mim reside, qual não fosse, não fôssemos distantes mais do que um átomo
Ou um abismo de descobertas redondas, a superfície nua do carinho de palavras, a verve insensata...

Tantos os dissabores, tantas as desditas, tantos favores vãos, que não me ressinto
Quando me contares do que realmente se passa em teu imo, aquilo que não esconderíeis de si
Mas, ao aceitar esse acordo com o amigo, se teria em conta uma simples sequência de palavras
A dizer o não dito, ou mesmo a aceitar comungar com o fato de sermos iguais e diferentes.

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