quarta-feira, 6 de maio de 2026

A IMPORTÂNCIA DA VIDA E A ATITUDE


                Amortecer um semblante cáustico dentro do peito, andar pelas ruas como um sonâmbulo, saber que somos limitados em nossa cabeça animal, saber que estamos como que paridos pelo vento, denota que somos mais do que a humílima condição em que nos encontremos resolva a íntima questão do querer. Não querer que a razão seja a condição primeira, posto seremos também irracionais até mesmo no caráter, sermos duros com relação à condição humana, e querermos supor finalmente que a verve que nos une em uma palavra nos remeta ao ostracismo de uma doença psicossomática, ou uma adição severa a uma substância, mesmo que os caminhos que nos levem à sanidade ainda sejam de ordem espiritual... A importância mesma da vida não pede a nós uma passagem, e ainda que naveguemos por oceanos de tentações por vezes a que consideremos insuportáveis, na questão dos vícios e sua Natureza, algo de consciência se faz necessário para girarmos o timão na direção certa, e estarmos vigilantes, para no melhor das contas, redarguir à sanidade da qual fomos subtraídos, a possibilidade de que Deus se nos a devolva com todo o Seu poder e Sua glória. Por vezes há dilemas e equações intangíveis no meio do caminho, e os inimigos de nossas contendas mais duras nos impõem severos grilhões em tempos onde as casas e os nichos das ruas nos colocavam reféns de caminhares pouco tranquilos e lutas que participavam do mesmo ocaso onde víamos nossos destinos.

                Estaríamos mais silenciosos se guardássemos o tesouro por baixo de claustros sagrados, se urgíssemos ver na cruz o símbolo que nos redima, mesmo que a carreguemos por muito tempo seu peso, mesmo que nosso carma seja mais duro diante de um espírito que nos observe por um acaso de frêmito, ou que seja o tempo mais do que um juiz diante de nossas causas mais secretas. A vertente que nos indique sermos mais do que um simples amontoado de carne, ossos e sangue, nos faça crer que a vida que se nos pulsa nas veias é a parte que não críamos existir sequer, onde nosso pulmão pede passagem, e onde um acidente vascular seja mais raro... Animicamente, por baixo de nossa carne, bem no fundo de nosso ser, reside espiritualmente uma força que nos impele, e essa força é espiritual, a fonte de nossa vida. A não ser que não achemos a questão assim como se fora de forma gratuita, a vida – ela mesma – dependerá a maior parte do tempo de uma atitude quase sagrada em se perpetuar, assim como a encerrarmos no nosso quinhão eterno. Quando atingirmos um padrão de limpeza de substâncias, quando formos caretas de todo, limpos do álcool e das drogas, assim como dos cigarros, estaremos mais afeitos a sermos, essencialmente, o que esperávamos encontrar diante de muitos dissabores da Terra. Mesmo que o tempo passe, que as guerras de cunho materialista se desenvolvam e retornem a este planeta, saberemos que muitas dessas questões encontram no reino das religiões suas motivações mais concretas, e que no mais das vezes, a própria e enumerada religião – sob o tempo eterno – não era tão eterna assim...

                Poderemos encontrar entes poderosos, forças antagônicas que nos remetam ao fracasso, mas devemos considerar que certos erros podem ser remediados diante de um perfil onde nos aproximemos da bondade, do altruísmo, e de uma elegância de caráter, onde nem sempre o que nos espera seja algo que não possua volta, ou mesmo algo que seja uma fatalidade, posto nem só de pontos vive um homem ou uma mulher, mas cumprir com nossos deveres sem procrastinar nossos tempos é que nos fazem certamente pessoas melhores. Essa atitude nos coloca em ação, e ação em consciência de Deus é ação de fato, pois já nos remete a um tipo de vigilância suprema, dentro de um universo de possibilidades, onde qualquer um de nós saberá a hora certa de estar comprometido consigo, e qual será a dianteira do que teremos na vida, seja ela dificultosa ou não, mas certamente distante das criaturas acima citadas, ou o que quer que elas signifiquem em nossa existência, sejam elas falsos companheiros, canalhas, ou senhores da guerra. Isso faz com que a nossa renúncia em lutar por batalhas mercenárias realoque a questão do Poder precariamente fornecido por oligopólios e interesses outros que não sejam o humanismo e a solidariedade entre os povos venham a dar sentido, na ação em desertarmos das batalhas pelas quais não deveremos – por uma questão de dever – de sequer pensar em travar.

                Quando remontarmos o quebra-cabeças histórico dos viventes e o que fizeram para passar bem suas vidas, o xeque-mate dos opostos não encontrará como levar a termo seu movimento, e o rei inimigo cairá... Desse modo, nesta mesma forma a questão não seria saber exatamente como anular o movimento da oposição, mas certamente aqueles que não desejam o bem de nossas populações mais pobres, que fazem por desmerecer todo um movimento político a favor de um critério mais justo socialmente, encontrará o reflexo existencial na vida que pulsa a favor de um programa que jamais será reducionista, outrossim, mas apenas uma modalidade de se fazer da vida nosso propósito mais elementar, e quiçá até mesmo científico. Não negando o serviço de ajuda hospitalar, continuando com o SUS e sua implementação paulatina, continuando como está, o Governo atual tem tudo para dar certo, desde que devidamente observada a continuidade de se suprir as demandas que se jacta possível na esfera assertiva dos propósitos da citada continuidade. Por isso devemos viver. Para prosseguir lutando por melhores dias, e a partir do momento em que o ser social se sentir útil para seguir sua seara permanentemente a favor dessa democracia, e contra a tirania como um todo, mesmo sabendo que há agentes externos trabalhando em sua função, a Pátria Brasileira como um todo deverá estar coesa e soberana.

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