quinta-feira, 7 de maio de 2026

UM HOMEM QUE CHEGA


Partiste, e não ias só andando, seguiam-te
Sob a mesma alfombra de um céu que ouvia
Mas não te apartavas de mim, ó criatura de Deus,
E sabias de teus companheiros, que guarneceras diante de seu fausto
Quando, sob o céu, dirias que as coisas não residiam na casa certa
E se soubéramos nós de tudo, o que dirias tu do nada?

Pela vereda, eras um só, e deixaste a arma no caminho
Quando percebestes que era apenas mais um engodo do destino
A viagem dos capitães do erro, quais não fossem os crédulos em suas montanhas
A sabermos nós que os dissabores do vento não sabem contar as sementes...

E no blues a mais, no álbum de Jethro Tull escutaste a tua canção preferida
Mesmo sabendo que outras viriam de roldão pela tua estrada, quase por vezes pérfida,
Mas nua em sua insensatez e desatino, quem sabe andarias pelas voltas de outra estrada
Qual não fora, a vertente quase inaudível de tua querência em se prosseguir na ausência!

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