Apolo, o
mítico Deus do sol greco-romano, em sua manifestação do dia, torna-se a
presença que faz com que as gentes floresçam desse o alvorecer quanto no ocaso
do mesmo e citado dia, desde sempre, desde que a Terra é a esfera que tão bem
conhecemos. Saberíamos melhor da Mitologia, destarte, como se fazia há muito:
vivendo o mito. Há coisas como o sol, que realmente merecem deuses, como nos
mitos hinduístas temos Indra, o semideus do clima. E o sol é profilático, quase
uma panaceia, não vivemos sem a sua luz, seu brilho, seu calor. Ele cicatriza
feridas, desinfecciona e limpa, quando bem utilizado... Sua força é tamanha que
rege todo o nosso sistema, e sem ele não haveria vida em nosso planeta. A sua
simples presença é real motivo de determinação da Natureza em prosseguir
dando continuidade em sua própria essência, apenas realizando fotossíntese,
fixando minerais, e dando relevo à vida mesma, tal qual a entendemos, dentro
dos nosso sentidos imperfeitos e limitados, inerentes à raça humana. Essa
determinação não depende de nossos sentidos jamais, mas das ações que impetramos
com eles, na real dimensão ou latitude do que por vezes estaremos fazendo com
relação ao meio ambiente, dentro das possibilidades lógicas humanas, mas sempre
tendo consciência de que estaremos mais falhos ao pensar que tudo poderíamos
fazer se tivéssemos um poder que cogitamos ser possível, mas na realidade é por
vezes apenas fruto da história, ou especulação fruitiva dos mesmos sentidos, no
território nada pleno do improvável, dentro das pressuposições do absurdo,
muitas vezes, posto apenas agora se está tornando urgente e praticável a energia
solar, tão largamente utilizável em painéis e em outros mananciais, afora o citado
sol, que a Natureza dispõe fartamente para que não dependamos exclusivamente da
energia proveniente dos combustíveis fósseis. Frente a essa nova realidade,
flui um sentido mítico, espiritual, paralelamente, no sentido de estarmos
querendo sair de poluições internas, de um sentido pleno e existencial de
pureza interior, de sairmos das drogas e da influência do álcool, por exemplo,
e isso é recorrente na Natureza da consciência planetária, pois, mormente
enquanto buscamos nossos erros no passado, as coisas não vão muito bem no
presente, e as projeções nesse campo para o futuro são impactantes, conforme
dados estatísticos da área da saúde mental e etc.
Vivemos,
pois, como em um sonho, na realidade de nosso mundo: esse feixe imanente de
elétrons que perpassa e sangra através dos cabos e satélites, perfazendo uma
ilusão tamanha que não temos sequer a dimensão exata de seus formatos. Tudo o
que pensáramos academicamente, por vezes muitas referências teóricas, jazem por
terra, a vermos que novas palavras hão de surgir para amanhecer um novo
pensamento na era conturbada em que vivemos agora, e o que antes era uma aldeia
digital, vira uma choupana de alvenaria digital, ou uma célula que pense,
frente e milhões de autômatos que não possuem sequer a chance de pensar, pois
têm que cumprir jornadas de trabalho exaustivas e não possuem mais o tempo de
equalização e equilíbrio do descanso necessário, no mais das vezes se
utilizando de drogas como a marijuana para pensar que está em uma boa, mas na verdade
é mais um bando de alienados no aprisco.
No seio
dessa ilusão, que podemos mitificar chamando-a de Maya, a questão não é saber
da Natureza de sua existência, mas de que ela interessa fartamente ao sistema,
pois é justamente aquilo que infere as modalidades de consumo, e a alienação –
já supracitada – de um indivíduo ou de uma coletividade, na indústria cultural
de chumbo, ou seja, aquela que pesa mais diante do fato de que mesmo que
tenhamos pão e circo, saberemos mais tarde que para a maior parte das pessoas
falta o pão e o circo, mais o circo, o espetáculo, pois o sexo é farto na
miséria, e se especula que muitos não o façam não por exigências dos sistemas,
mas por que a noção extremamente ilusória de que sexo e libertação são irmãos gêmeos
e univitelinos justamente se antepõe na tese dialética de que sexo e liberalidade
nesse campo nem sempre significam liberdade, apenas na conotação de décadas
passadas, onde havia ao menos um pouquinho de afeto, e não no modo onde hoje se
vulgarizou tanto o ato, que se repete no quinhão de se refletir numa dose a
mais, e de se vulgarizar a performance, como se o ser humano fosse uma máquina
ou um androide, onde por mais que se possa pensar a respeito, já se toma a
dianteira para se fabricar bonecos “à altura...” Não que seja uma crítica ao
capitalismo, mas a "ausência" no capitalismo ultraliberal que se vê nos dias
atuais permite a que vejamos que apenas no clima de solidariedade social é que
podemos vislumbrar alguma ética ou romantismo de vanguarda.
Essa
questão de colocar frentes libertárias como modalidades do alterno, como
histórias passadistas, ou como exemplos dos que ficaram à mercê da história,
como combatentes que feneceram em combate, ou pretensos revolucionários “de
alcova” só desfazem o mito do herói e de que sejamos os próceres do amanhã, enumerando
os dias em que estaríamos mais sóbrios, pois será apenas com uma limpeza
realmente espiritual e consonante com todos os membros que se disponham a isso,
independente das escolhas políticas ou de ideário, é que estaremos nos
preparando para uma nova etapa em nos tornarmos mais independentes, inclusive
nas possibilidades de podermos ter ideias mais coerentes com relação a
maturidade ou não de nossos propósitos existenciais mais íntimos. Portanto,
apenas uma revolução nos costumes que agregue mais espiritualidade e limpeza
das drogas e álcool excessivos que acomete não apenas uma classe trabalhadora
quase por inteiro, mas igualmente um panorama de gestão e inovação mais íntegros no cenário
da pátria mesma do trabalho, é que poderemos partir para se ter – de fato – um cenário
mais alentador para que se recrie novos paradigmas de uma democracia verdadeiramente
igualitária para um tão sofrido povo de nossa nação como um todo.
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