Que me passasses, outrora, em roupas que já trocaste,
No tempo que não viria tão cru em dissonantes dias,
Como se tudo o que a gente houvera desejado, desde há muito
Não passasse de um fulgor quase infantil, qual, quimeras passadas,
Aquilo de fora de nós mesmos, um não fazer sequer sentido maior
Quando perpassamos veias circunspectas de nossa própria razão
A mais, por que não dizer: não bastará mais dizer-te nada,
Pois a ti já não faz mais diferença nem mesmo uma palavra que valha...
E se te manténs indiferente, não importará que se encontre um pavio aceso
De uma chama que não muda, que não tem mais cor, quiçá nunca tenha realmente brilhado
Nem mesmo no reflexo de uma luz que achei ter vislumbrado diante do display onde te vi,
Remotamente, como em um filme onde nem haveria padrões de grande fotografia
Posto não ser cinema de arte, mas apenas um meet, um quase filme, um recorte,
Onde mal e mal nos vemos, as falas por vezes trepidam, por vezes temos que fechar a câmera,
Qual não seja, isso será solidão ou solitude, ou será que já encontraram outra palavra
Que anuncie que, ao menos durante cinco minutos onde vomitamos, o cheiro desse vomitar
Lembraria um almíscar selvagem, que diante de tudo e todos reside o oceano do impossível?
E quem dera, as virtudes quase implacáveis de uma sensatez patibular
Quando outros elementos creem que ficar seja algo libertário, no meio das secreções e da bile
Que regurgitariam depois do sonoro não, que seja, a frase mais simples da sexualidade afoita
Ou verazmente aquela mais proibida: fetiche de quem pratica, ou coito alternativo de outro meio,
Qual não fosse, meramente um subterrâneo clássico de uma emoção de uma frase
Quando supõe atingir o "goal" da meta desejada...
domingo, 1 de fevereiro de 2026
O TEMPO DE FORA
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