Apenas
teremos nossos tempos conosco, o tempo de estarmos sozinhos, sem
necessariamente precisarmos da aprovação, mesmo porque o que antes poderia
parecer uma relação filial ou conjugal, nada se houvera construído nesse
sentido, o que vogasse na paternidade a ausência, o que se absorvesse na forma
da esposa, a falta... No que projetamos ser algo, o tempo já nos dite que
jamais houve algo, e esse ausentar-se do possível roga que tenhamos o aspecto
de uma independência afetiva que aprendemos a prosseguir no adiante de nossos
pensamentos, no andamento do possível, sem estarmos afeitos a consecução do que
pensavam sobre nós: os outros do improvável.
Aquilo de
se pensar construir sobre os alicerces de um rochedo imóvel sobre a terra,
mediante um pensar que atravesse mundos, mesmo que não ofereça ruidosamente
respaldos imediatos, é apenas um ponto de equilíbrio pesado diuturnamente, uma
rigorosa medida de vermos silenciosamente o que importaria sobre nossos ombros,
desfazendo alegorias mediante a renúncia à aprovação de terceiros, e o apego ao
nosso próprio constructo interno. Teremos, à medida que o tempo passa, o famoso
isolamento, o descarte do olhar, o desrespeito dos tolos, o provecto ato social
de não se respeitar aqueles que pensam de modo mais puro, formalmente,
genuinamente, um isolamento onde a ilha passa a ser ampla, e o mar, revoltado,
vira águas de tempestades sobre rochedos imóveis e crus. A busca interior passa
pelo crivo de erguermos uma estrutura sólida, com a possibilidade de sermos
melhores a todo o tempo, mas melhores diante de nosso próprio olhar, e piores
diante de uma opinião que é alheia ao que se passa dentro de seus parcos
universos, pois a juventude não tem sequer o tempo de olhar para si, ou de
permanecer consigo alguns segundos, que seja. O sal vem dos tempos, e será no
tempo espiritual que verteremos mais dele diante do nosso próprio crescimento,
um tempo que encontramos na ordem que acabamos por fazer valer diante dos
objetos de nossas conquistas, seja na ordem de uma bagunça, seja em um
parágrafo estudado de Hegel ou Jung. Ou mesmo em uma linha reflexiva que
urdimos mediante um pensamento expresso.
As
parcerias ilusórias não são apenas onde o ego d@ parceir@ se sobrepõe acima de
tudo e todos, mas justamente quando dependemos de alguma aprovação, e o serviço
não necessite que nos aprofundemos mais em questões de mandar recados ou
mensagens para gentes que sequer sabe onde reside seu citado ego, senão em personas de liderança incompatíveis com
o que se requeira realmente servir para algo não propriamente no sentido de
angariar a popularidade cabal para ser quase santificad@, mas justamente não
eximir do trabalho que sejamos mais aptos a não precisar da egrégora para existir... Não somos tão
sutis assim, e nem toda a energia chega onde não for requisitada, pois para
sermos mais efetivos enquanto seres humanos um não irá querer depender de
forças que a ele sequer foram enunciadas. Mais não fosse, o que existe de fato
é um sem par de coexistências hiperbólicas e hipócritas, que exercem formas de
poder que não transcendem tanto o existir, mas que tentam intentar obviedades
presentes na fantasia. Basta-se um sonoro não, que não queiramos fazer parte de
um grupo mãe, ou algo que remonte coisa parecida, mas que na realidade vamos
participar de nossa própria ágora, agora a céu aberto, não em centros ou
mausoléus encapsulados de códigos ou segredos alternos.
Sair para
que, se de dentro de casa temos a literatura, e demanda que nem propriamente
citemos qual a Natureza dela, se lemos Hegel ou Jung, ou presenteamos um livro
sobre liderança de um italiano, aliás exímio escritor da área, para uma
representante de estudos, onde sequer sabe de onde vem a ciência do líder, enquanto
serve na mesa de um café um político que faz das suas para reinventar um
arcabouço corrupto para enriquecer milionários da construção civil, em um
Estado da Federação onde sequer ad
populum foi gerado com competência... Dias virão com estaturas morais sem
conta, e cicatrizes anteriores já foram tratadas com linearidade e panaceias
equivalentes... A conformação dessa diretriz é apenas para reiterar que há que
se dispensar parcerias ilusórias, posto senão ficaria uma nódoa aparentemente
sem sentido, e um serviço onde dependemos da opinião dos desprovidos de uma
pureza de caráter real, não faz sentido, a não ser operativamente, quando nos
dispomos a fazer funcionar certas máquinas, mas se for dispensável, também o
será efetivamente em qualquer grupamento, que o seja...
A não validação
das parcerias ilusórias nos coloca em posição privilegiada, porquanto não seríamos
nós mesmos os responsáveis a que os carros andassem em nossos locais de origem,
quando precisarem de nós – de fato – para algo que tenha necessidade de nossa
participação inequívoca. Até lá, seremos os cavaleiros e as damas consonantes a
sermos os mesmos, pois o mundo sói reencontrar a humanidade onde nos encontrou,
e onde um aprendeu como envelhecer saudavelmente, outros o podem fazê-lo, sem a
necessidade de anunciar aos quatro ventos que estão ou como estão preenchendo
seus tempos e afetos com a anuidade de outros, ou com a conformação da opinião
alheia na medida em que se encontrem, cada qual, no processo de caminhada, sem
tirar nem pôr, sem a medida de se ter ou se ser equidistante de um andamento
mais sólido, se tem fincado suas raízes profundamente para o ocaso de suas
vidas, ou se solitariamente ficarão desconformes, com a citada ordem das coisas
que aos poucos avassala sentimentos, ou os faz ficar mais fortes, mesmo que se
passe o algo relapso tempo sobre nossas vidas: esse tempo que nos dirá que ou
estaremos diante de um mapeamento de afazeres, ou em paz conosco mesmos, diante
do mundo que se nos apresente e de nós mesmos, essencialmente dizendo...
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