Não
fracassaremos muitas vezes em determinados vieses de nossas vidas, mas seremos
culpados perante a opinião de que tenhamos errado perante algumas coisas? Que
coisas seriam essas senão a leitura de nossos fracassos vista pela ótica de uma
síndrome de valores pífios, por vezes desumanos? Algo de monta no ar requer o
lucro, requer a contribuição voluntária, na compulsoriedade da argumentação de
alguém, mas se não dê o direito de que alguém seja são dentro das suas possibilidades,
que “volte para a casinha”, conforme o mais usual do capacitismo sectário e
desumano, vindo de homem ou de mulher, de veterano ou garota... Não se aponte o
erro, mas o erro que se aponta no outro pode virar testemunho, para que não errem
crassamente nas virulentas formas de se proceder, em exatas faltas do respeito,
ou no preconceito velado ou não, direcional, ou por tabela. É como botar preço
em uma mercadoria, por vezes achamos que estaremos valorizando nosso produto, o
nosso ego, frente a coisas que nem sempre urgem que sejamos realmente aquilo
que imaginamos estar sendo, diante de nós mesmos e de nosso espelho multifacetado
com as personas que criamos para sair por aí nas relações de poder com o
próximo, ou mesmo diante dos que consideramos vulneráveis, mas por opção
meramente nossa...
A prova
cabal é que Van Gogh foi o pai do Expressionismo na pintura, e Toulouse Lautrec
gostava de pintar as putas com todo o glamour da sua genialidade e atrofia dos
membros inferiores... Outra prova mais crível ainda e final é que Cristo não
foi pregado na cruz em seu tempo para que aqueles que presenciaram esse
sacrifício imposto esperassem pela Ressurreição, mas Ele perde sua palavra, e a
Palavra fica registrada no livro, na Bíblia, e segue-se que voltaria, mas na
opinião religiosa, quiçá... Pois já devem ter carrascos à postos. O enfermo por
vezes possui mania de grandeza, por vezes possui a mania, por vezes possui
depressão, e muitos deprimem outros quando geram a inveja, que é uma modalidade
de caráter tão doentia quanto qualquer enfermidade mental. Os erros por vezes
são exatos, e não enumeremos muito quem erra, pois na humanidade, e isso deve
ser salientado: em nome dos lucros tem-se explorado a Natureza como nunca...
Poluído, desancado, espoliado.
Em nome
de Deus, seríamos comunistas? Será que Cristo era comunista? O que foi a vida
comunal cristã? Além dos primeiros cristãos terem sido perseguidos pelos
romanos, o que foi realmente a comuna cristã? E o que pregam hoje aqueles que clamam
por uma nova marcha com Deus pela Liberdade no Brasil, se isso foi o que originou
um dos períodos mais sangrentos da nossa história em 1964? Deus meu, que
proteja os bons: quantos lutaram, sofreram tortura, foram para prisões como o
Dops, internos sem serem sequer alienados no Juqueri, que fez história de
horror, quantas covas rasas, sem sabermos quem era quem que haveria de
desaparecer, sob os ditames da tortura brutal? Foram erros exatos? Foram atrocidades
em nome de muitos que criam estar acertando equações a mando do império...
A
democracia há de ser consolidada cada vez mais em nosso país, pois o mundo
livre assim o pede, e podemos ter alternâncias, mas na realidade haveremos de aceitar
o resultado das eleições, ganhe quem ganhar... O Brasil não caminha para um socialismo
democrático, mesmo porque os da situação afirmam que antes é necessário
resguardar a democracia em nosso território, para depois pensar em melhorar a
vida do povo em geral. Não há mudanças substanciais, mas isso não é igualmente
um erro, quem na vida da política erra, não é mesmo? O que se sabe de concreto
é que estamos tomados por uma onda de drogas e tráfico, de crimes, e ondas de
violência sem medidas, meio que enfrentando períodos dantescos de nossas
grandes cidades, mesmo que nas menores não nos apercebamos do real problema que
está afetando a nação brasileira... O SUS anda sobrecarregado, o Orçamento Federal
não dá conta de grandes melhoras na distribuição de benefícios na forma de infraestrutura
ao povo, o aumento salarial está aquém do ideal, mas pelo menos não temos uma
inflação significativa, e assim esperamos por melhores tempos.
Quem
está no Poder colhe os louros, tem uma vida plena, viaja, constitui familiares,
mas muitos estão na berlinda, por vezes vivendo em Estados mais conservadores, mas
essa é a Natureza das coisas. Jamais poderemos flertar sequer com a ilusão, pois
será de ilusões perdidas que se remontará o cenário de um teatro onde a burla
promete sempre estar se instalando... Pelo menos que estejamos mais sóbrios e
sábios perante a sociedade e acima de tudo em serviço, quando nos requisitam
para esse tipo de função dentro do cerne de um grupo, irmandade, partido
político ou afins... Esse tipo de atividade, falando-se de forma mais empática,
demanda equilíbrio, maturidade e estar-se de bem com a vida justamente para que
esta não nos passe a perna com suas ciladas tão corriqueiras.
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