Como em
uma grande obra, precisamos estar ao mesmo tempo atentos e vigilantes,
atendendo aos desígnios de Deus, assim como O entendemos, nesse tempo que nos
dite sermos mais certos diante Dele, como um desejo de estar permanentemente a Seu
serviço, um serviço em devoção. O que não dizer quando estamos largando um
vício como a nicotina, um grande motivo para estarmos na citada obra de Deus,
pois estaremos resguardando o templo de nosso espírito, o nosso corpo, no
mínimo para poder estar com outrem, encaminhando solenemente as palavras necessárias
para que esses seres que necessitem de ajuda possam partilhar conosco as
conquistas dessa mesma Natureza espiritual, a que larguem quaisquer modalidades
de vícios, sejam eles o álcool ou qualquer outra droga.
A força
espiritual que emana do Senhor é tamanha que transcende a forma e a circunstância,
é um tipo de boa vontade, uma energia que faz-nos em preparo transcendente a quaisquer
outras modalidades, e não precisamos necessariamente estar fazendo uso de nada que
mude nosso humor ou nossa percepção da realidade, pois não importa tanto fugir
desta, pois tudo vira uma ilusão, seja fumando a maconha ou similar, pois nem
uma dose de cerveja impõe que sejamos mais felizes nos intoxicando, quando
temos a tendência de sermos dependentes de drogas, ou mesmo do álcool que é uma
das piores delas. A tendência a morrermos por causa da nicotina, do tabagismo,
é tamanha que morrem mais de oito milhões de pessoas por anos no mundo por sua
causa, mas por vezes nos sentimos fracos ao tentar largar esse vício tão
aterrador, por exemplo. Precisamos nos voltar a certas origens espirituais, de
fomentar a fé em nós mesmos, sofrer por percalços que os caminhos nos levem,
para situarmo-nos em estradas de luz, mesmo que os citados sofrimentos, ainda
que passageiros por vezes, nos traduzam certas trevas aparentes, mas que são
apenas os fossos em que nos encontrávamos diante de nossa citada veia e seus
percalços diante desse “inferno aparente”...
As
pessoas, principalmente os jovens que fazem uso da marijuana, não encontram a
graça de se viver a vida como ela se apresenta, tendo que se alienar, vivendo
inclusive o sexo apenas com o seu uso, como se não encontrassem mais prazer na
vida que taxam de careta, onde não podem mais curtir a vida, uma música, uma
balada, se não estiverem fumando dessa erva, se não estiverem bebendo, ou mesmo
tendo esse prazer que tanto almejam, na falta justamente de uma seara
espiritual “de fato”, por não sentirem mais a própria Natureza presente nas
coisas, nos seres e na mesma vida que negam ser a que possuem. Talvez sejam
níveis espirituais, mas você jamais verá um sacerdote usando a erva para sentir
algum êxtase espiritual, ou mesmo para orar em uma missa por aqueles que dela
estiverem presentes, e jamais se soube que o próprio Cristo fizesse uso de
alguma droga para dizer o que dizia... Todo o problema reside nas portas que se
abrem para outros vícios, e quando se está enlouquecido ou chapado pela erva é
muito mais fácil partir para cheirar do pó, ou ingressar em searas suspeitas
com relação a outras drogas, assim como o álcool igualmente abre essas portas,
e finalmente, quem fuma do tabaco também tem a predisposição para se drogar com
relação a outras, sejam lícitas ou ilícitas.
Depois
que o vício se instala, precisaremos de Deus? E a prática religiosa, o que
seria essa prática? Muitos da juventude perdida em Nova Iorque, quando
Prabhupada trouxe os ensinamentos da Índia, aquela juventude hippie dos anos
sessenta, eivada de drogadição, a geração psicodélica, do sexo, drogas e rock,
através do cantar dos mantras e da entrega a Krsna, conseguiram manter-se em
samadhi, ou na ioga devocional, seguindo os gurus, na prática da meditação,
onde a religião Hare Krishna, trouxe, através do alimento sagrado, a solução
para grande parte dessa geração perdida. Assim como a volta da espiritualidade
em certos lugares, como comunidades nas gerações que se sucederam, trouxe algum conforto espiritual, mas as drogas ainda assim têm crescido vertiginosamente
até os dias atuais, com o materialismo em excesso que se tem visto em
sociedades cada vez mais cruentas, com as guerras pelo mundo, com o hedonismo
em excesso, o consumo exacerbado e as crises de valores éticos e morais que vêm
grassando mundo afora... A droga vira uma coisa congenial, uma essência de se
ser, algo que se torna como uma raiz profunda de uma erva daninha que faz parte
dos sistemas, algo que parece fazer parte compulsoriamente de algo, que
alimenta a indústria do crime de tal modo que certas máfias são tão poderosas
que parece que nem a maior inteligência do planeta dá mais conta sequer de
reprimir alguns tentáculos. E a crise espiritual se abate sobre a humanidade.
Parece que há uma força irreprimível que é maior do que supõe a própria
Natureza das crueldades humanas...
A obra
de poucos torna-se uma obra quase inumana, um esforço hercúleo para se tornar
forte aquele que é fraco diante não apenas de grupos aos quais tenta se colocar
adiante de muros verdadeiros onde se livrar de um vício, mesmo dentro de grupos
citados esses, de recuperação, ainda assim não vira tarefa fácil, mas imaginem
dentro de um grupo maior, que é a grande sociedade mundial, onde os códigos por
vezes são postos na mesa diante da lei dos mais fortes, onde a criminalidade é
força praticamente demoníaca, e onde a espiritualidade e as leis de Deus não
são cumpridas, a grosso modo, como se deveria. Jung cita que deve-se deixar a
um paciente a liberdade de escolha, de suas vitórias ou de seus fracassos, mas
quando há forças que impelem de fora para dentro, que fazem pressões deletérias
para prejudicar, o médico sabe muito bem que certas enfermidades são causadas
justamente pelas questões de adições a substâncias que fazem o mal para quem as
consome. Por isso mesmo a empreitada que devemos empreender em direção a nos
situar frente a frente com Deus, a Sua palavra, tudo o que significa os caminhos
que nos levem a uma espiritualidade maior, esse significado diante de nós
mesmos, serão esses os ditames de uma fé inquebrantável que pode deixar-nos
propriamente mais aptos a largarmos os vícios, de tal forma que o que antes
fosse coisa impensável, com determinação e coragem, pode se tornar o desafio de
todos os dias, algo que nos mantenha mais serenos diante daquilo que não
podemos modificar, posto o impossível por vezes pode se tornar a possibilidade
depois, em determinados meios ou circunstâncias... O trabalho é longo e demanda
tempo e paciência, e o que antes não tínhamos a coragem suficiente para agir, a
ação em não procrastinar manda que recusemos o primeiro gole, a primeira
tragada ou seja o que for, e que continuemos nessa jornada rumo à recuperação, pois
a vida não se fez ontem, e mantê-la é tarefa do homem, sob os alvitres de Deus.
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