sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

UMA AUTOANÁLISE E A RECAÍDA QUÍMICA


                Não seriam os contratempos desse mundo, as versões e insights espirituais mais latentes que nos levam a momentos onde podemos recair emocional e quimicamente na nicotina? Propriamente, um homem alcoólico pode estar sujeito a recaídas igualmente emocionais, quando fecha a garrafa e deixa se abater perante @ outr@ que lhe induz que beba e remonte, qual um caleidoscópio cheio de fragmentos de vidro colorido encontrados nas ruas, dispostos, sem os espelhos que, em cacos, remontara em vértices nesse tubo surreal, dentro do sincronismo dos dias, vendo o que não gostaria de ver em novidades, mas tudo colorido, essa estranha flor sintética da ilusão. Pois sim, a sobriedade alcoólica é bem mais profunda que tudo e todos, e a disciplina férrea em estar livre da nicotina um dever para com a medicina, um atalho para a vida, uma coisa mais séria, onde por vezes temos que finalmente ser adultos, mesmo já depois dos sessenta anos de idade. Os momentos que enfrentamos com a dissuasão geopolítica internacional, as diferenças de cunho ideológico, a influência de um governante elitista que quer eliminar os quiosques das orla das praias, essas “novidades” que nos chegam, a ponto de não erradicar em nós os rancores, ou os ressentimentos, mas que, nos chegam externamente, e pensamos em não ver as notícias, passar ilesos, alienados das notícias, e as questões operativas familiares, uma mãe que demanda atenção e as atrofias que norteiam o nosso eu acabam vindo, e a melancolia se nos abate na sensação pura e simples de que poderíamos fumar um trago fatídico, mas se nos açambarca a sensação pura e simples de que devemos ser antes de tudo firmes na rocha...

                Temos que ter a convicção de que o cigarro é coisa do passado, que somos não fumantes, que já dele nos despedimos, que já não faz parte de nosso vocabulário, assim como a bebida já não faça parte de nosso repertório. Toda a adição a drogas faz a nociva questão de doenças aparecerem depois. Como se pudéssemos partir para termos a anuência de que estaremos livres da compulsão fumando um cigarro, mas isso é a ilusão do vício... É mera ilusão, o concreto é a doença, e estarmos fumando não é uma solução viável, todos o sabem, só resta a querência maior para tal. Estar sóbrio do álcool há um ano e sete meses para mim significa ter a garantia de que por mais um dia não me aproximarei dessa substância, e igualmente estarei limpo da nicotina, se Deus assim o quiser, mas tenho que fazer por me controlar, assim como todos que possuem severos vícios hão de ter uma força da honestidade em não consumir ocultamente, como se ninguém estivesse participando dessa falta, senão eles mesmos. Mesmo aqueles que consomem cocaína acreditando que estão livres do álcool e continuam consumindo a droga, e que porventura estão adictos a uma vida ao crime, sentem satisfação em estar com maus elementos, com a malandragem, estes estão na encruzilhada que por vezes não possui retorno.

                Se você crê que na Natureza não pode encontrar seus reflexos, se nada de novo pode nela encontrar, se você é cético a ponto de não acreditar em Deus como possa conceber, passe a tentar ver a vida com outros olhos. Somos bilhões de seres neste mundinho do criador, e não estamos nele como senhores supremos, e enquanto não possuirmos nossa humildade existencial a ponto de ver que uma mosca pode ser tão importante quando nos diz qual a próxima atitude a tomar, ou quando virmos no céu um pássaro voando e ele nos disser que seu voo sabe melhor de nossa ciência espiritual do que supomos, teremos olhos para ver e ouvidos para escutar seus cantares... De manhã faço essa oração, essa súplica de que dedico tudo, todos os meus sentidos a Você, meu Deus, que de Você é minha voz, tudo o que tenho dito e escrito, para que outros possam sentir ao menos um átomo de Sua grandeza.

                Quando queremos o gozo sexual, já não temos tanto aquilo que pretendemos, pois somos não apenas a história compulsória desse gozo, mas seres humanos afeitos que gozemos mais do que isso, apesar da sexualidade ter sido a mola mestra das compulsões humanas até então, e a vinculação da erva da maconha para esse fim tem sido o seu uso indiscriminado em muitos jovens. E quanto à cocaína, meus caros, tem sido a droga da hora, algo que muitos fazem o uso indiscriminado para trabalhar, para estudar, para combater medicações de uso mental, para estar em serviço, para ganhar dinheiro de forma ilícita, um mal do século... Realmente, hoje em dia é difícil encontrar uma pessoa limpa: uma careta! Sabermos que a limpeza orgânica de vícios é algo que remonta uma limpeza de caráter, não importa quem sejamos, é estarmos libertos de algo em que por vezes utilizamos para fugir dos nossos afazeres diários, para nos alienarmos da vida, por termos aqueles códigos de que o uso de tal ou qual substância seria para nós algo como termos subterfúgios de fugirmos de nossas preocupações mais duras perante o nosso passado e passarmos a viver mais intensamente o nosso presente, do modo como conseguimos, prosseguindo na forma de agregarmos a substância viciante no nosso dia a dia, como uma “dose do bem estar”, de modo totalmente ilusório, pois as drogas de queima causam enfisema, não importa quais sejam, além da maconha causar sérias doenças mentais, muitas vezes, além do mau exemplo e do risco a que nos expomos quando vamos obtê-la junto aos traficantes.

                De qualquer modo, a nicotina, quiçá a droga mais poderosa que já tive experiência de ser dependente, demanda que possua a atenção necessária para não cair na tentação de consumir, e o propósito é ficar livre enquanto estiver em tratamento para tal, na base de adesivos, e para isso é mister não fazer mais uso, haja o que houver, e para tal uso de minha percepção do que considero as coisas da Natureza, a sincronicidade com as coisas da psique e do inconsciente coletivo, do estudo dos livros, do não como arma de aceitação das coisas que me façam bem ou sejam o oposto disso, e do evitar ser mais uma vítima da cilada daqueles que porventura querem interferir naquilo que supostamente seja o melhor para mim, como aquilo que porventura passo a evitar para estar em paz comigo mesmo: minha crença, meus livros e minha meditação diária, além da citada paz que tanto necessito por agora... Digo por fé, e estarei firme nos estudos, pois a crença de que apenas estar em comunhão com uma socialização reflexa não me impõe regras que tenha que seguir para estar no caminho para uma recuperação na nicotina, posto por vezes certas reuniões levam mais ao vício do que ajudam. Já que nem toda a intenção é boa e que níveis de consciência nos impõem sejamos os quais estejamos em sintonia com forças superiores de fato, e estarmos cônscios disso não supõe que aceitemos orientações de grupamentos que muitas vezes mais não fazem por estabelecer códigos de conduta, em subterfúgios subliminares no gestual, na pontuação algo refratária das comunicações embutidas, e na hipocrisia de revelar a que vêm, senão por inferência de poderes alternos. A sinceridade de uma fala, a verdade em se estabelecer vínculos com a realidade, falar sobre algo sem subterfúgios, e não se utilizar de paradigmas de metodologias ou conceitos para dar sustentação linguística para atos que sejam interpretativos, ou o uso indiscriminado de informações para que se tenha a base consolidada para se inferir algum tipo de poder sobre algo ou alguém, no mais das vezes só vai dar com os burros n'água, pois na verdade apenas a mesma verdade negada muitas vezes, mesmo sob o escopo de personalidades que se ausentam de ver a verdadeira dimensão do fato, impõe que muitas vezes esse extremo tecnicismo mecânico venha a ser um rotor roto da história, a que o poder a qualquer custo não encontrará nenhuma ressonância, nem nos maiores atributos ideológicos sobre este planeta. Nem na veracidade que esperamos encontrar naquelas nações gigantescas que aparentemente e tradicionalmente já se encaixaram historicamente na grande roda da história, mas que emperraram-na frente ao desafio de que o citado planeta não será jamais dominado por uma única linha de abordagem, mesmo que a pretensão de seus micro agentes o queiram, quais formigas com caminhos desequilibrados, quando usam os códigos do caminho de outras mais inteligentes...

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