Da mesma
forma que alguns homens contestem algo, por vezes por um prazer intelectual de
se pensar, a espiritualidade que concerne a sua lógica, por tecer
comparativamente fatores, situações ou especificidades cotidianas, baseados na
experiência de um “seu lado” a se convencer de si mesmo, poderia estar em falta
de algo, tomar uma defensiva, ou mesmo argumentar contra os homens e o mundo,
seus sistemas e sociedades, realidades concernentes a algo que lera na
juventude, ou coisas que não poderá modificar, pois onde vivemos é onde existem
certas leis e regras, e sempre é melhor trabalharmos com o que temos por vezes,
na vida que se pretenda: em consciência de Krsna, ou o mesmo Deus... Esse
retornar a uma espiritualidade é fundamental para que se perceba que nem tudo
aquilo que pensáramos ser o melhor o é de fato, e que os caminhos árduos que
nos levam às peregrinações sejam as mesmas pedras que enfrentaremos na jornada,
tal seja, o Ocidente a realidade última de que nem sempre por aqui as coisas
sejam ideais, mas porventura o cartesianismo ainda dita muito processos
históricos referentes ao pensamento racional de nossa contemporaneidade. O
pressuposto é que vamos de mãos à obra, pois será sempre na recuperação
individual que abraçaremos a possibilidade de nos compatibilizarmos com um
coletivo maior, mesmo que para isso tenhamos que reler as páginas que encontraremos
dentro de nossas próprias faltas pregressas. Se talhamos fatias mais grossas em
determinados frutos, deveremos poupar-nos de comer o restante, pois nos será
mais do que suficiente...
Para sequer esboçarmos um
pensamento, quiçá o anterior perca um pouco da sua força, pois a Natureza e sua
Dialética expõe nossos ferimentos para aqueles que os quiserem ver, e por vezes
aqueles estão ocultos. Temos que saber que seremos no amanhã os seres que
quisermos no hoje, se por um dia estivermos afeitos a cumprir certos sacrifícios
que apenas, em nosso viés continental, sabemos existir, dentro do escopo de
nossa Nação, e dentro do cerne absoluto de nossas limitações. Se um outro dia
formos questionados sobre nossos atos, porventura por um companheiro ou uma
dileta companheira, poderemos pormos à prova de que nem tudo o que supúnhamos
existir não fosse dentro de possibilidades outras em que a alteridade de alguma
ciência não fosse exatamente aquilo que porventura especulávamos a respeito de
nosso eu ou “self” profundo. A exatidão lógica e cartesiana fora usada
efetivamente, mas na realidade arquetipicamente teremos a noção de que imitatio christi seria a versão mais
imanente do símbolo de um dia, onde comecemos por chegar a uma data onde
podemos crer mais em Deus menino e tudo o que significara esse Homem em Sua
vida, na preparação de ser o Redentor da humanidade, onde nos coloquemos em
sacrifício e austeridades, na penitência do Senhor. Na noção clara e evidente
que tenhamos um terço e o que isso signifique em nossas vidas, unamo-nos em comunhão
a Ele, mesmo que queiramos contestar algo ao qual não dispomos de ferramentas
necessárias à consecução de ingressar com a prática diária de uma recordação
praticamente budista relacionada à palavra grandiosa do Evangelho...
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