segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

ESPIRITUALIDADE E PENSAMENTO: VIDA EM CONSCIÊNCIA


              Da mesma forma que alguns homens contestem algo, por vezes por um prazer intelectual de se pensar, a espiritualidade que concerne a sua lógica, por tecer comparativamente fatores, situações ou especificidades cotidianas, baseados na experiência de um “seu lado” a se convencer de si mesmo, poderia estar em falta de algo, tomar uma defensiva, ou mesmo argumentar contra os homens e o mundo, seus sistemas e sociedades, realidades concernentes a algo que lera na juventude, ou coisas que não poderá modificar, pois onde vivemos é onde existem certas leis e regras, e sempre é melhor trabalharmos com o que temos por vezes, na vida que se pretenda: em consciência de Krsna, ou o mesmo Deus... Esse retornar a uma espiritualidade é fundamental para que se perceba que nem tudo aquilo que pensáramos ser o melhor o é de fato, e que os caminhos árduos que nos levam às peregrinações sejam as mesmas pedras que enfrentaremos na jornada, tal seja, o Ocidente a realidade última de que nem sempre por aqui as coisas sejam ideais, mas porventura o cartesianismo ainda dita muito processos históricos referentes ao pensamento racional de nossa contemporaneidade. O pressuposto é que vamos de mãos à obra, pois será sempre na recuperação individual que abraçaremos a possibilidade de nos compatibilizarmos com um coletivo maior, mesmo que para isso tenhamos que reler as páginas que encontraremos dentro de nossas próprias faltas pregressas. Se talhamos fatias mais grossas em determinados frutos, deveremos poupar-nos de comer o restante, pois nos será mais do que suficiente...

Para sequer esboçarmos um pensamento, quiçá o anterior perca um pouco da sua força, pois a Natureza e sua Dialética expõe nossos ferimentos para aqueles que os quiserem ver, e por vezes aqueles estão ocultos. Temos que saber que seremos no amanhã os seres que quisermos no hoje, se por um dia estivermos afeitos a cumprir certos sacrifícios que apenas, em nosso viés continental, sabemos existir, dentro do escopo de nossa Nação, e dentro do cerne absoluto de nossas limitações. Se um outro dia formos questionados sobre nossos atos, porventura por um companheiro ou uma dileta companheira, poderemos pormos à prova de que nem tudo o que supúnhamos existir não fosse dentro de possibilidades outras em que a alteridade de alguma ciência não fosse exatamente aquilo que porventura especulávamos a respeito de nosso eu ou “self” profundo. A exatidão lógica e cartesiana fora usada efetivamente, mas na realidade arquetipicamente teremos a noção de que imitatio christi seria a versão mais imanente do símbolo de um dia, onde comecemos por chegar a uma data onde podemos crer mais em Deus menino e tudo o que significara esse Homem em Sua vida, na preparação de ser o Redentor da humanidade, onde nos coloquemos em sacrifício e austeridades, na penitência do Senhor. Na noção clara e evidente que tenhamos um terço e o que isso signifique em nossas vidas, unamo-nos em comunhão a Ele, mesmo que queiramos contestar algo ao qual não dispomos de ferramentas necessárias à consecução de ingressar com a prática diária de uma recordação praticamente budista relacionada à palavra grandiosa do Evangelho...

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