Quando
nascemos, nascemos como uma criatura viva, gerada por um espermatozóide, uma
célula, fecundadora de um óvulo, e na visão espiritual somos um espírito, que
anima a carne... Dependemos exclusivamente das mãos do médico para nascer, somos
dependentes da ciência, e esta nos acompanhará em todas as modalidades de nossa
existência, creia o médico na alma ou não. Quando nos anatômicos e suas aulas,
o estudante de medicina lida com corpos sem vida, mas essencialmente com os
órgãos, os músculos, tendões, e tudo o que significa a biologia, assim como nos
experimentos com seres animais, Pavlov teve que aprender e ensinar como
significava o condicionamento dos ratos, bem como nas indústrias de alimentos o
abate e a matéria zootecnia é amplamente utilizada nos padrões sistêmicos das sociedades
de nossas culturas civilizadas. No entanto, a sociedade hoje em dia é tão
mecanizada e egoísta que a espiritualidade sempre se fará necessária, e os
caminhos do misticismo, quais não seja, as religiões e seus meios, as crenças
particulares, e os andamentos do espírito naveguem sempre com o ser humano,
para ele não ficar tão bruto quanto as cifras que por vezes são as únicas
coisas que vê diante de seus olhos, pelas veredas da bruta ganância.
O
equilíbrio da matéria e do misticismo, da tecnologia e da espiritualidade, são
modos de se adaptar melhor para o mundo que estamos vivendo, mesmo sabendo que
nem sempre o nosso destino encerra uma questão de ordem que navegará sobre um
mar de flores... Um ser místico encontra a razão mesma de sua vida por vezes na
alocução crua de que haveria um motivo maior além da matéria, e que o
materialismo jamais explicaria tantos os detalhes de sua vida que os encontra
em profusão, mas isso pode prejudicar amplamente o seu modo de ver o mundo,
pois regras de conduta e regulações sistêmicas, como tradicionalmente há
códigos sociais, leis, e normas técnicas de uso de displays e etc, assim como a
física moderna, o chão que é sólido, a textura de uma pedra, o uso de uma
câmera de fotografia, assim fica mais fácil para que ele não navegue por
viagens onde tudo passa a fazer apenas um sentido de “magia”, e o sagrado acaba
por virar seu lado profano, paradoxalmente falando. Assim como ao ler uma
escritura sagrada, ele pode vir a explicar tudo o que acontece ao seu entorno
baseado nos ensinamentos da escritura, pode vir a estabelecer os laços que
porventura terá para desatar alguns se quiser viver com a psique mais incólume
sobre o mundo. Para isso terá que abrir sua própria mente, terá que tergiversar
com uma reforma interna de caráter, terá que dar escapes maiores ao seu inconsciente,
e verter na via reformadora constante a vigilância profunda de sua ação. Naquele
mesmo sentido de quase um São Tomé: ver para crer, e se acha que o que vê é
suficiente para a sua fé, que seja, ele será pontuado pela graça em viver conforme
com as suas passadas e sua experiência mística, mas não elaborará mais do que o
suficiente para andar entre os normais, extraindo para si seus segredos
e ser místico a mais, se assim for a sua Natureza, mas sabendo falar exatamente
e língua dos homens...
Que
proceda que alguns sejam ateus, e o homem de experiência social, se quiser ter
alcance entre eles, poderá conhecer um pouco da filosofia que a eles dá o
esteio necessário, na compreensão mesma de que poderá arregimentar
conhecimentos mesmo nesse campo, se souber rearranjar as palavras corretas. A
amplitude da mensagem açambarca quem queira ler curioso, e não apenas que a lê
com um pé distante do cerne dela, temendo ser a mensagem um filtro para outra
intenção, pois uma verdadeira comunicação não teme que a estejam dissecando com
as técnicas de dissuasão neurológicas... Ou com a interpretação semiológica, tornando
a linguagem esqueletos a serem analisados friamente. Ela é porque é, porquanto
comunicação, esteio de quem diz a quem quer saber, conhecer, discernir,
criticar, apreender e aprender. Mesmo que não sejamos professorais, mas apenas
gente como todos, e o místico pode falar de usa experiência mística até que a
compreendam por base, e não muito mais do que isso, a valer. A partir do momento
que você tenta convencer de que teve uma experiência espiritual condizente com
algo de santidade, muitos o olharão com ceticismo, nas suas palavras, e não
crerão, pois certamente a religião não se fez em você, e você apenas pode crer
em algo, mas o que poderá discernir é no campo das ideias, pois essa ainda é
uma seara fértil e democrática do pensamento humano... Por isso mesmo, quando
se coloca um trecho de uma literatura, você cita a fonte, para que não haja confusão
de Natureza mental ou emocional, mesmo porque a fonte revela a possibilidade,
se houver interesse, que se proceda a pesquisa, o aprofundamento, ou mesmo a
recusa ou o escárnio. Assim como em uma citação curta, haverá o entendimento ou
não, mesmo que esse entendimento surpreenda pela dimensão onírica em forma de
poesia, ou quiçá um parágrafo denote uma comunicação aproveitável, mas sempre
na forma em que, a opção desejada seja a de se absorver ou não um conhecimento,
ou agregar valor à citada comunicação, a um excerto escritural, a um desenho, a
todo um conteúdo que passe a ter mais valor de comunicação de per si, qual não
seja, estabelecer vínculos com a semântica do que seja dizer algo a alguém,
seja esse um ser mais coletivo, seja individualmente apenas, ou estar afeito a
debates ulteriores.
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