Não
negarei um homem em toda a sua trajetória como meu melhor amigo, não o negarei
jamais! Nem sei se estará vivo agora, encontrei-o em um hospital e só tinha um
pulmão funcionando, mal e mal... Negarei os diabos que o quiseram derrubar,
aqueles que ainda tentam derrubar esse tipo de ser, esse homem que faz parte daqueles que são ainda os que fazem
a diferença no mundo. Negarei os corações frios, calculistas, que depõe contra
nós, seres humanos, ainda em busca, os nossos, de nossa geração que ainda teria
muito para contar para aqueles que vêm chegando sem saber se há que se ter a
ação necessária, e a guitarra de Santana está aí para corroborar a trajetória melódica de uma música inegavelmente inesquecível, pois é o que me está tocando agora como um estímulo ou inspiração quase mística, mas que seja um espírito maior que não estabeleça soberba desnecessária... Negarei as
mulheres que fingem que não me conhecem em um ponto de ônibus, mas em seus
estabelecimentos comerciais só faltam abrir suas pernas para pedir um pix, como
todo aquele que tem inveja quando possuímos mais. O falso moralismo, o bom
princípio levado a termo com a hipocrisia de muitos, isso eu nego abertamente,
mas não aquela cucaracha que desfila com sua ternura e velocidade pelas
lajotas, feitas, sextavadas, como uma colmeia que espera de braços abertos as
mulheres do golpe dos idos do oito de janeiro, tanto negado e tantas vezes em julgares. Negarei os partidos fascistas, bem como o comportamento
dessa Natureza, aqueles que impõem regras como se tivesse cagando um veneno
como néctar, onde temos que praticar a coprofagia simbolicamente, comendo os
excrementos desses infelizes: oh, pobres diabos!
A
vingança é algo a se comer devagar, pelas beiradas, e todo aquele que
diabolicamente pratica a maldade, há de se ver com os braços da justiça maior,
que é a justiça de Deus, ou de Cristo, o Salvador, ou mesmo de seus agentes
sobre a Terra, que não são nada bonzinhos, pois para levar uma criatura para o
inferno ainda por aqui é rápido. Há homens fortes e fracos no mundo, e garanto
que aqueles que são mais fortes possuem o coração quente como a lava, enquanto
as mulheres ou os homens que, como moluscos ou vermes que, vertem o egoísmo e a
ganância pelos poros, são frios como os cadáveres que daqui a pouco vão se
tornando... Ninguém tem nada a ver como queremos morrer, se sofrendo muito ou
morrendo como velhos inertes, sem voz e sem ação efetiva.
Garanto
que para aqueles que não possuem sangue de barata, lutar é algo mais
especialmente saudável do que jamais manifestar a coragem de se estar na luta,
mesmo que saibamos que porcos existem para criticar, mas a maior parte deles
está na fila do abatedouro, infelizmente, os seres que receberam essa alcunha como animais... Tal como se afirma na televisão, a âncora desafia
em seu inúmero “formato”, como várias flores, as fraquezas ou fortalezas de um
Governo, testando e desafiando-o a ser melhor ou pior, conforme as estações da
popularidade daquele, ou a audiência da emissora... Mesmo porque, já de
antemão, se sabe que jamais uma emissora “oficial” vai ter a independência a
coragem e a autonomia de uma imprensa livre e alternativa... A mesma imprensa que não teme represálias do que não existe de fato, posto diz a Verdade como Ela é, sem tirar nem por, mesmo que isso ponha em xeque o status quo de alguns homens e mulheres que seguem à risca suas vidas sem chamar a atenção, e adquirem aspectos confortáveis de não entrar em conflitos de interesse com algumas pessoas por temerem perder algo de sua imagem, a mesma imagem que construíram baseada hipocritamente no prestígio e na relação imbricada de poder e glória artificiais, qual não fosse, a quimera dos vendidos.
Em nome de Deus, muitos se arvoram dizer que estão plenos de "espiritualidade", falando pelos cotovelos, e denegrindo a fala alheia, mesmo porque não combatem ou defendem nenhuma causa, apenas as que lhe são "permitidas"... Essa permissão se faz por promessas que seriam cumpridas, por tradições que não podem ser demovidas, ou linearmente por programas que não podem ser alterados, como em um partido político, como em uma seara de desencontros ideológicos, ou como a acepção de não se aceitar um esteio filosófico mais autêntico, como uma opinião válida, ou um respiro em uma era de tiranas exceções à regra. Se um homem se sente bem fazendo algo, que ele o faça: se quer tomar uma bebida quente, se quer fumar alguns cigarros, se quer respirar bem na comunidade, se quer estar com uma mulher atraente na beira do mar, que se viva plenamente, pois o esteio quase déspota da demanda de uma disciplina não significa exatamente liberdade, mas quase algo militar, e nem todos tem essa Natureza de estar obedecendo e fazendo outros lhes obedecer... Qualquer laivo em questão de horas, se oposto, dissipa a contestação oposta, pois não somos seres dispostos a estarmos cerceados em nossa liberdade, e nem estamos dispostos a estar em harmonia com a dissonância...
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