Viveremos
um tempo para contar nossas histórias, mesmo que em função de que algumas sejam
a publicação que alcance outras, e outras guardemos para os nossos iguais, que
nem sempre são tão iguais assim, mas que no concernente a sermos de laços
fieis, no mais das vezes escapam textos, cartas, ou mesmo poemas e desenhos
perdidos na memória do que projetamos em nossas vidas...
Do
mesmo modo em que por vezes externamos uma crença em particular, não denotamos
o fato similar a que esse credo não exista em outro lado do mundo, mas que ele
simplesmente existe em nosso eu, do que somos enquanto indivíduos, ou mesmo estando
em meio a templos, nas ruas, na Natureza, intrinsecamente um amálgama que vá
nos construindo, passo a passo, para a nossa própria redenção enquanto seres
espirituais. A jornada por vezes é construída com muros, com o manto das
pedras, por caminhadas árduas, mas devemos ter a paciência necessária para que
o tempo não seja tão distante do que nos empenhemos e que nos dê a motivação
necessária para prosseguir, em uma luta diária, sem desistirmos de nossos
propósitos mais puros. O tempo é inexorável, para muitos sempre dita coisas
como conquistas profissionais, mantras cantados e em se obtendo a afinação
suprema com as coisas divinas, para outros a confecção de uma página escrita, mas
o tempo é o tempo eterno, divino ou não, na realidade reside na neutralidade de
sua própria ciência... A velha questão imorredoura, o espaço-tempo, onde tudo
acontece, mesmo antes que nos déssemos conta de que Einsten viria para relativizar
a ciência com sua imantada inteligência. Seremos tão próximos em que nossa
massa nos transforme em energia se houvesse possibilidade de uma velocidade
extraordinária, mas a mera suposição teórica coloca em xeque a física antiga.
Os computadores quânticos são uma mostra pragmática de como se processa a nova
experiência científica, e seus insumos no conhecimento e prática cotidianos...
Por essas e outras não sabemos diferenciar essencialmente se o espírito pode
estar na matéria, se efetivamente na eletrônica encontraremos sua presença, mas
o importante é saber que o veículo expressivo expressa as coisas espirituais, e
a mensagem que passamos estará imbuída daquele, quando se nos toque no cerne
psíquico, no nosso citado eu profundo.
Como em
um jogo eterno de xadrez, estaremos lutando com base às nossas inquietações,
porventura as nossas veredas existenciais, perdendo peças, distraindo-nos no
meio do jogo, tal qual somos o Homo Ludens, de Huizinga: sempre
jogadores. Só que em meio a uma fraterna relação entre nossos queridos irmãos, seremos
os pacificadores do amanhã e do hoje, e passaremos melhores dias afeitos àquela
paz quase de se fazer rir, do humor que amalgama, do amor que aproxima, e dos
afetos declaratórios por alguém, sem necessariamente estarmos com a conotação
sexo-afetiva. Transcenderemos tudo isso, de forma anímica, onde um violão pode
se tornar um instrumento de rua, onde a arte brote de outros modos, onde um
mestre possa andar e manifestar sua sabedoria sem maiores vínculos com uma
realidade impositiva... A redenção do homem se faz todo o tempo, e as mulheres
andam pelo mesmo caminho, pois é delas que vem o rebento da vida, e por elas fomos
gestados.
Não
seria redundância afirmarmos que mesmo que as coisas estejam indo bem, por
vezes materialmente o mundo ou mesmo nossas casas passem por estragos
recorrentes, mas por isso estaremos dispostos a não apenas tecer os esforços
necessários para dirimir perdas, mas igualmente para reformas paulatinas, como
uma metáfora em que construímos nosso caráter como se cada peça deteriorada nós
a fizéssemos imergir do nosso inconsciente, resguardando aquelas que fazem
parte de algo maior, que faça parte dos arquétipos que as culturas guardam bem
dentro de seus contextos e suas tipicidades. Como toda a estrutura, não apenas
de uma casa, de uma sociedade, de um Governo, uma instituição, bem como de uma
família ou do indivíduo e sua psique, a reconstrução é tarefa cotidiana,
diuturna, e estaremos mais e mais vigilantes, para que nada ocorra de prejuízos
maiores na citada reforma estrutural necessária e paulatina.
Não
importa a idiossincrasia particular de um indivíduo, quem seja, de onde vem e
para onde vai, o importante é a noção de camaradagem que nutramos por ele e
como são as relações humanas no escopo mais afeito a relações amistosas entre
nossos pares. Se somos doentes, se às vezes nos tornamos irresponsáveis certas
horas, se falhamos com o próximo, se pecamos por consentimentos mais vis, se
estivermos em caminhos mais tortos, não importa tanto, o importante é que
vivemos em uma democracia, onde tudo e todos tem a sua participação inequívoca,
de modo a construirmos uma sociedade melhor para todos, mesmo sabendo que esse “para
todos” dependerá sempre de melhores conquistas para o trabalhador brasileiro, e
em especial a atenção necessária àquelas pessoas que passam por processos de vulnerabilidade
social, ou miséria, que são as que mais necessitam da dita atenção.
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