Viver em
uma coletividade é algo que demanda compreensão da Natureza intrínseca dos
seres humanos que passamos a conhecer e travar contato nos processos dos dias,
meses e anos de convivência. Ademais, somos seres que mudamos, nosso humor por
vezes é um pouco transitório, e cada um de nós traz consigo segredos ocultos,
arquétipos no mais recôndito do espírito, memórias boas ou más,
idiossincrasias, ou seja, há um mistério em torno do ser humano, mas ele só
revela seu lado pérfido quando tomado por um materialismo excessivo, no sentido
de ser muito ganancioso, egoísta ou no ponto de ser narcisista ao extremo,
qual, temos os sete pecados capitais e podemos estar incorrendo muitas vezes
neles, sem ao menos saber. Pois nossos caminhos são erráticos, e as ofertas de
consumo no mundo se perdem de vista, temos tanto a água paga, como a
eletricidade e bebidas e outras coisas, que nos afetam diretamente o arbítrio
que fazemos de nossos destinos, tanto coisas essenciais que são extremamente
necessárias, objetivas e subjetivas, como atitudes, objetos igualmente conforme
citado acima, de consumo, ou mesmo detalhes que seguem conformando o andamento
um pouco complexo do que é viver em sociedade coletivamente, respeitando aqueles
que conhecemos no dia a dia e também nos comportando perante aqueles que
compartilham o espaço urbano ou similares, como o campo, nos transportes, nas
fábricas, nos serviços em geral e etc.
O aspecto
solidário entre as pessoas em geral se nos é apresentado como algo típico de
regimes de governo, sistemas de informática e seus espelhamentos nas atitudes
funcionais dos servidores, no trato com os familiares, na educação que se tenha
no escopo das sociedades, e mais não sendo, na ausência de conflitos quaisquer
que porventura aparentem razões justificadas, mas não passam de uma ausência de
diplomacia que qualquer um de nós deve ter na aproximação com o seu semelhante,
tanto na fala como na expressão gestual... Há códigos de conduta, há reaproximações,
relações de compromisso e parcerias que não devem ser deixadas de lado, a não
ser que haja uma boa motivação para tal. O mundo tal qual o conhecemos não é para
ser litigante, e assim reza o sentimento mais puro de todo o ser humano que se
preze em paz consigo e com seus irmãos de fé. Assim como não há de se ter
maiores temores com relação a problemas de saúde, quando rigorosamente nos
tratamos ou deixamos cair a toalha em razão de substâncias nocivas que vínhamos
ingerindo, ou mesmo hábitos que não fossem saudáveis, como comer em excesso,
sermos sedentários, muito preguiçosos ou orgulhosos em demasia.
Não nos
resta altercarmo-nos com as nossas faltas, posto de erros nossas veredas tem
estado plenas ao longo da existência, o que precisamos, ao ser solidários com o
mundo em geral, e com a sociedade que nos cerca como um todo, é tomarmos a
consciência de que as nossas faltas e deslizes merecem sempre uma atenção
redobrada, e que não carreguemos a culpa quando recaímos em nossos erros, mas
sim – a se reafirmar – tomemos mais e mais consciência de nossos citados erros
e confiemos mais na espécie humana, pois há mais homem e mulheres que são
nossos companheiros do que a vã filosofia sequer imagina.
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