sábado, 13 de dezembro de 2025

A SOLIDARIEDADE DAS GENTES


              Viver em uma coletividade é algo que demanda compreensão da Natureza intrínseca dos seres humanos que passamos a conhecer e travar contato nos processos dos dias, meses e anos de convivência. Ademais, somos seres que mudamos, nosso humor por vezes é um pouco transitório, e cada um de nós traz consigo segredos ocultos, arquétipos no mais recôndito do espírito, memórias boas ou más, idiossincrasias, ou seja, há um mistério em torno do ser humano, mas ele só revela seu lado pérfido quando tomado por um materialismo excessivo, no sentido de ser muito ganancioso, egoísta ou no ponto de ser narcisista ao extremo, qual, temos os sete pecados capitais e podemos estar incorrendo muitas vezes neles, sem ao menos saber. Pois nossos caminhos são erráticos, e as ofertas de consumo no mundo se perdem de vista, temos tanto a água paga, como a eletricidade e bebidas e outras coisas, que nos afetam diretamente o arbítrio que fazemos de nossos destinos, tanto coisas essenciais que são extremamente necessárias, objetivas e subjetivas, como atitudes, objetos igualmente conforme citado acima, de consumo, ou mesmo detalhes que seguem conformando o andamento um pouco complexo do que é viver em sociedade coletivamente, respeitando aqueles que conhecemos no dia a dia e também nos comportando perante aqueles que compartilham o espaço urbano ou similares, como o campo, nos transportes, nas fábricas, nos serviços em geral e etc.

              O aspecto solidário entre as pessoas em geral se nos é apresentado como algo típico de regimes de governo, sistemas de informática e seus espelhamentos nas atitudes funcionais dos servidores, no trato com os familiares, na educação que se tenha no escopo das sociedades, e mais não sendo, na ausência de conflitos quaisquer que porventura aparentem razões justificadas, mas não passam de uma ausência de diplomacia que qualquer um de nós deve ter na aproximação com o seu semelhante, tanto na fala como na expressão gestual... Há códigos de conduta, há reaproximações, relações de compromisso e parcerias que não devem ser deixadas de lado, a não ser que haja uma boa motivação para tal. O mundo tal qual o conhecemos não é para ser litigante, e assim reza o sentimento mais puro de todo o ser humano que se preze em paz consigo e com seus irmãos de fé. Assim como não há de se ter maiores temores com relação a problemas de saúde, quando rigorosamente nos tratamos ou deixamos cair a toalha em razão de substâncias nocivas que vínhamos ingerindo, ou mesmo hábitos que não fossem saudáveis, como comer em excesso, sermos sedentários, muito preguiçosos ou orgulhosos em demasia.

              Não nos resta altercarmo-nos com as nossas faltas, posto de erros nossas veredas tem estado plenas ao longo da existência, o que precisamos, ao ser solidários com o mundo em geral, e com a sociedade que nos cerca como um todo, é tomarmos a consciência de que as nossas faltas e deslizes merecem sempre uma atenção redobrada, e que não carreguemos a culpa quando recaímos em nossos erros, mas sim – a se reafirmar – tomemos mais e mais consciência de nossos citados erros e confiemos mais na espécie humana, pois há mais homem e mulheres que são nossos companheiros do que a vã filosofia sequer imagina.

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