sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A INTROVERSÃO DO ASCETA


Buscarias tu, meu caro homem santificado,
Aquilo que fosse o único objeto de desejos sublimados,
Quais não fossem, sua introversão não o permite ser expansivo
Mas, mesmo assim, expandes sua consciência
Sendo melhor do que a iluminação de outrem
Pois renuncias ao desfrute material…

Voltas a ti mesmo e sentes, sempre, o material quase onírico
Das divindades que povoam sua fé, e estás mais despojado das outras
Que sequer percebem a motivação em que te ensimesmas, sem contar segredos
Mesmo porque para isso deveriam saber dos seus símbolos e sinais de Deus
Que apenas guardas para si, mesmo porque não te considerariam sequer dentro da sanidade
Posto saber da vida espiritual, quando se busca intimamente, secretamente, é tecido imanente dos dias…

Comes pouco, o essencial, tens um vício ou outro dentro da tua superfície da busca, ainda falhando,
Mas vês, dentro da Natureza essencial de teu gesto estoico e particular
Que o carinho da citada Natureza Material e seus seres, seriam a própria vida a pulsar em teu coração
Quando souberes que a vida o espera em todo o seu manancial, ainda que sofras um pouco,
Ainda que sobre alguns assuntos de teu corpo estejas errado, mas saiba que a matéria não dura tanto
Quanto, dentro da tua introversão, a questão premente do ser de per si, porquanto somos seres espirituais, e não nosso corpo...

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