quinta-feira, 11 de setembro de 2025

RESSENTIMENTOS TARDIOS DE INVERNO


Lava de gelos incandescentes, irrompendo no fulgor do clarão da noite de si mesmos,
Verve não pronunciada nos ditos cujos, naquilo de se insistir, quais substratos do pó
Que não fossem as doenças todas, os psicopáticos modos, as veias irrequietas,
O auferir ganhos, o lucro desmesurado, a fumaça que pesa o ouro
De vinténs furados, a noite inacabada, o orgasmo às pressas: escondido, oculto,
O furor uterino, o resguardar-se da virgem, qual não fora, espezinhada por se cuidar...

Quem dera, a liberação de todo o sentimento pífio, o encarceramento compulsório por pensar,
A vítima irretocada antes do picadeiro, a pica que não falha, o óbice de um seio complascente,
A contenda dos fracassados, o apoio moral baseado na ofensa do invejoso, a mulher que se guarda,
A gana da secura, a vontade de evacuar sombras, os fantasmas de uma noite nos sacrossantos dias
Em que nas filosofias de alcova, sói repetirem os erros de Sade, o eufemismo dos inocentes, o viés do diz-se me diz-se
E aquilo que jamais se vende, pois apenas relata a verdade sobre o território dos covardes,
Apenas constrói a latitude em que supomos ser o dia a mesma verdade mais relevante
Do que supunham os outros, aqueles que dormem depois de gozar, mesmo com as camisas meladas
Ou no algo do suor da fricção, quem diria héim, que baita performance possuem os personagens dessa longa trama...

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