Lava de gelos incandescentes, irrompendo no fulgor do clarão da noite de si
mesmos,
Verve não pronunciada nos ditos cujos, naquilo de se insistir, quais substratos
do pó
Que não fossem as doenças todas, os psicopáticos modos, as veias irrequietas,
O auferir ganhos, o lucro desmesurado, a fumaça que pesa o ouro
De vinténs furados, a noite inacabada, o orgasmo às pressas: escondido, oculto,
O furor uterino, o resguardar-se da virgem, qual não fora, espezinhada por se
cuidar...
Quem dera, a liberação de todo o sentimento pífio, o encarceramento compulsório
por pensar,
A vítima irretocada antes do picadeiro, a pica que não falha, o óbice de um
seio complascente,
A contenda dos fracassados, o apoio moral baseado na ofensa do invejoso, a
mulher que se guarda,
A gana da secura, a vontade de evacuar sombras, os fantasmas de uma noite nos
sacrossantos dias
Em que nas filosofias de alcova, sói repetirem os erros de Sade, o eufemismo
dos inocentes, o viés do diz-se me diz-se
E aquilo que jamais se vende, pois apenas relata a verdade sobre o território
dos covardes,
Apenas constrói a latitude em que supomos ser o dia a mesma verdade mais
relevante
Do que supunham os outros, aqueles que dormem depois de gozar, mesmo com as
camisas meladas
Ou no algo do suor da fricção, quem diria héim, que baita performance possuem
os personagens dessa longa trama...
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
RESSENTIMENTOS TARDIOS DE INVERNO
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