Olho para o tapete da grama, e as azaleias caem sobre ele
Como se a complementaridade do verde e do rosa
Vestisse a anuência do que se diria ser quase o vento que ainda bate
Naquelas flores que ainda estão no pé.
Flores, não mais fechadas, já abriram de todo, estão todas abertas e prontas
Para que o pé se torne de novo apenas mais de feição de folhas e caules
Como se a primavera de alguns dias de sol, ainda se pretenda em um hoje de frio
O tecido de seres que passam por através de nuvens que encobrem aquele céu ainda
do ontem...
O sono perfeitamente dormido se me dá a certeza de que esteja bem
Apesar de muitos não seguirem a mesma vereda, deixando que suas mentes
Se deixem levar, como as flores que, na grama, já úmidas na manhã, depois de
alguma chuva,
Naquela turgidez de insistência de que não existiria sequer a luz do dia, onde
o Sol realmente exista.
E a vida prossiga, sendo para alguns a sabedoria de sua própria existência em
saber ser feliz
Porquanto alguns se escondem dentro de sua outra face, a face algo turva em não
se dizer o quanto
Seríamos os outros em que se nos esperam aqueles que divagam sob a luz das
estrelas
Dentro ou abaixo de seus tetos iluminados pelas lâmpadas que trazem por encima
a iluminação noturna...
Mas, quem sabe, no leito digital de um computador algo saiba mais para outr@s
Que a performance de um trabalho qualquer, que seja, voluntário ou não
Não desfaça o sábado de um dia no sul ou em outros lugares do país que
subentendem
Que não saberíamos da idiossincrasia dos caminhos de cada qual, qual não fora,
se cada um de nós não o percorrêssemos.
sábado, 6 de setembro de 2025
FLORES ABERTAS E FLORES FECHADAS
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