domingo, 18 de maio de 2025

UM CÓDIGO DIANTE DO MUNDO


Mudar algo nos mude a essência
Do que o essencial não fosse puramente o ser
Qual não fora, a vida que pulsa diamantina
No sorriso de uma libertação, no gesto da mulher trigueira
Ou mesmo no soslaio irrequieto de um bando.

Assim, de se saber outrora quem fôramos
Sempre, no que não distássemos da aurora
Quando as serpentes marinhas coleavam nos corais
E outros cristais assumiam significados mais amplos
Do que a latitude que versa a substância contemporânea.

Viríamos reflexos ausentes de desditas mais anódinas
Quanto a saber-nos frequentemente díspares nas escolhas
E reticentes nas limitações do homem e da mulher
Quando, às escondidas, suprimem desejos secretos
Ou redimem exemplarmente o ato de suas conquistas.

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