sexta-feira, 30 de maio de 2025

A DISCRIMINAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL


               Não passamos por questões de fases em relação aos problemas sociais, quando estes estão, como se sabe nas sociedades contemporâneas, afeitos a questões de ordem em rebatimentos onde o excesso e os extremos nas ideias e ações traduzem a inquietação de possíveis progressos e retrocessos históricos nas demandas que acometem as sociedades que se prezam por serem mais humanas ou mais brutais nas citadas modalidades existenciais. Isso se dá nas modalidades onde prejuízos em contextos de julgamentos sumários ou antecipatórios, em sociedades com tendência ao totalitarismo... Onde a semântica dos excluídos não encontra seus remédios nem suas soluções em prazos factíveis ou logicamente previsíveis, posto nos rebatimentos quando por vezes as questões de natureza conservadora ao extremo ou radicais em outras esferas, um movimento onde a civilização buscasse o entendimento, não apenas ideológico, mas religioso e étnico, seria uma solução em direção a um consenso, realizando a consagração de termos uma sociedade mais justa socialmente e onde uma distribuição mais paritária das riquezas, ou ao menos economicamente mais democrática colocasse fim às injustiças, ao preconceito e às dissenções que fartamente encontramos nas questões de uma ética mal posicionada no contexto do diálogo faltante entre as massas e seus mandatários.

               Os espaços urbanos se tornam por vezes cenários onde administradores e o próprio Governo depõe contra suas populações vulneráveis, dificultando acessos, hostilizando ruas com pedras pontiagudas, cercando espaços que antes seriam livres, em um tipo de intervenção urbanística que sói desmoralizar o ofício tão nobre dos engenheiros e arquitetos, que mais não fazem em se formar para melhorar o citado espaço e não separar as populações em tipos de guetos, somatizando a doença social através do isolamento da miséria, sua segregação, contenção e atos que encaminham a turba ao desespero, no intuito de reprimir aqueles que estariam fora de sistemas contaminados por tamanho autoritarismo. O espaço da liberdade fica restrito àqueles que têm o poder financeiro, que têm o ganho suficiente para serem livres, e imensas turbas sequer têm uma vida para respirar fora da modalidade de ritmos de trabalho cruentos, onde por vezes a adicção a uma droga estimulante perfaz a performance necessária para que se obtenha uma meta a ser atingida, ou mesmo a perfunctória modalidade de se evanescer sobre a sombra do escapismo, depois de um dia de trabalhos intensos.

               A questão dos bolsões de miséria em países com esse tipo de problema demanda uma atenção recorrente, e por vezes cremos que certos sítios estarão afeitos mais a um problema espacial, que tais ou quais pessoas que estão por lá seriam tachadas de criminosos, generalizando um termo particular como coletivo, e não propriamente reservando uma importância mais evidente no fato de que a presença repressora traduz efetivamente algo porventura necessário por vezes, mas a prevenção dos governos em que se evite a eclosão dessa problemática é mister que igualmente seja efetiva, nas modalidades de ministérios que pensem as equações sociais em seu conjunto, e não apenas com detalhes irrisórios de uma “conduta coletiva.”

               Em síntese, os espaços são discriminados conforme a influência do comportamento de seus habitantes, em um contexto malthusiano de populações, e o tempo infere estatísticas e gráficos e estudos onde nem sempre a problemática social é vista sob um prisma mais humanitário, posto faltarem agentes que primem por essa qualidade de atuação perante o próximo, suas recorrentes demandas, e a atenção psicossocial que efetivamente dê cabo dessas mesmas demandas, conformes com a intercorrência de ativação de profissionais como: psicólogos, assistentes sociais, médicos, psiquiatras, sacerdotes e irmandades que voluntariamente prestem um serviço alternativo, junto a profissionais da área. Mas sem a boa vontade dos governantes em gestões progressistas no sentido de fomentar maior justiça social e econômica aos trabalhadores de baixa renda e às populações excluídas, sem essa vontade política, só há retrocessos e atrasos no escopo do desenvolvimento humano.

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