Não
passamos por questões de fases em relação aos problemas sociais, quando estes
estão, como se sabe nas sociedades contemporâneas, afeitos a questões de ordem
em rebatimentos onde o excesso e os extremos nas ideias e ações traduzem a
inquietação de possíveis progressos e retrocessos históricos nas demandas que
acometem as sociedades que se prezam por serem mais humanas ou mais brutais nas
citadas modalidades existenciais. Isso se dá nas modalidades onde prejuízos em
contextos de julgamentos sumários ou antecipatórios, em sociedades com
tendência ao totalitarismo... Onde a semântica dos excluídos não encontra seus
remédios nem suas soluções em prazos factíveis ou logicamente previsíveis,
posto nos rebatimentos quando por vezes as questões de natureza conservadora ao
extremo ou radicais em outras esferas, um movimento onde a civilização buscasse
o entendimento, não apenas ideológico, mas religioso e étnico, seria uma
solução em direção a um consenso, realizando a consagração de termos uma
sociedade mais justa socialmente e onde uma distribuição mais paritária das
riquezas, ou ao menos economicamente mais democrática colocasse fim às injustiças,
ao preconceito e às dissenções que fartamente encontramos nas questões de uma
ética mal posicionada no contexto do diálogo faltante entre as massas e seus
mandatários.
Os
espaços urbanos se tornam por vezes cenários onde administradores e o próprio
Governo depõe contra suas populações vulneráveis, dificultando acessos,
hostilizando ruas com pedras pontiagudas, cercando espaços que antes seriam
livres, em um tipo de intervenção urbanística que sói desmoralizar o ofício tão
nobre dos engenheiros e arquitetos, que mais não fazem em se formar para
melhorar o citado espaço e não separar as populações em tipos de guetos,
somatizando a doença social através do isolamento da miséria, sua segregação,
contenção e atos que encaminham a turba ao desespero, no intuito de reprimir
aqueles que estariam fora de sistemas contaminados por tamanho autoritarismo. O
espaço da liberdade fica restrito àqueles que têm o poder financeiro, que têm o
ganho suficiente para serem livres, e imensas turbas sequer têm uma vida para
respirar fora da modalidade de ritmos de trabalho cruentos, onde por vezes a
adicção a uma droga estimulante perfaz a performance necessária para que se
obtenha uma meta a ser atingida, ou mesmo a perfunctória modalidade de se
evanescer sobre a sombra do escapismo, depois de um dia de trabalhos intensos.
A questão
dos bolsões de miséria em países com esse tipo de problema demanda uma atenção
recorrente, e por vezes cremos que certos sítios estarão afeitos mais a um problema
espacial, que tais ou quais pessoas que estão por lá seriam tachadas de
criminosos, generalizando um termo particular como coletivo, e não propriamente
reservando uma importância mais evidente no fato de que a presença repressora
traduz efetivamente algo porventura necessário por vezes, mas a prevenção dos
governos em que se evite a eclosão dessa problemática é mister que igualmente
seja efetiva, nas modalidades de ministérios que pensem as equações sociais em
seu conjunto, e não apenas com detalhes irrisórios de uma “conduta coletiva.”
Em
síntese, os espaços são discriminados conforme a influência do comportamento de
seus habitantes, em um contexto malthusiano de populações, e o tempo infere estatísticas
e gráficos e estudos onde nem sempre a problemática social é vista sob um
prisma mais humanitário, posto faltarem agentes que primem por essa qualidade
de atuação perante o próximo, suas recorrentes demandas, e a atenção
psicossocial que efetivamente dê cabo dessas mesmas demandas, conformes com a
intercorrência de ativação de profissionais como: psicólogos, assistentes
sociais, médicos, psiquiatras, sacerdotes e irmandades que voluntariamente
prestem um serviço alternativo, junto a profissionais da área. Mas sem a boa
vontade dos governantes em gestões progressistas no sentido de fomentar maior
justiça social e econômica aos trabalhadores de baixa renda e às populações
excluídas, sem essa vontade política, só há retrocessos e atrasos no escopo do
desenvolvimento humano.
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